E, finalmente, abrem-se os portões e a cidade entra, para ficar, 130 anos após a construção do chalet. A propriedade manteve-se na família e nem sempre existiram boas relações com a Câmara de Leiria. Pelo contrário. O contrato tornado oficial em 2017 – na perspectiva da candidatura a Capital Europeia da Cultura, corrida entretanto ganha por Évora – atribui renda vitalícia a Ricardo Manuel Monteiro Charters-d’Azevedo e Helena Ferreira Gameiro Charters-d’Azevedo, que a troco de 3.500 euros por mês entregam o imóvel ao município. Condição: criar-se o Centro de Artes Villa Portela, com investimento público e gestão pela autarquia.
O palacete do século XIX é classificado como Monumento de Interesse Municipal em 2019 e as obras arrancam em Maio de 2022. Estão concluídas, com um atraso de 22 meses. A abertura – um acontecimento, quatro semanas antes das eleições autárquicas – decorre neste fim-de-semana (13 e 14 de Setembro) e inclui a exposição Sonho Manifesto!, que reúne trabalhos inéditos e outros da Colecção de Arte Contemporânea do Estado, de artistas consagrados como Maria Helena Vieira da Silva, Pedro Cabrita Reis e Ângelo de Sousa ou Alberto Carneiro e Ana Vieira.
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