O desafio de apresentar num espectáculo de teatro não realista a vida e obra de António José da Silva torna-se ainda maior com a ambição de resgatar para o século XXI o ambiente da Inquisição e do Teatro do Bairro Alto na Lisboa oitocentista.
A nova produção do Leirena, O Judeu, mostra a companhia de Leiria a navegar em mar potencialmente agitado – pela primeira vez, um texto biográfico, pela primeira vez, o apoio de uma orquestra com a dimensão da Filarmonia das Beiras – e a jogar com o público através de uma combinação inédita de recursos, que o director artístico, Frédéric da Cruz Pires, baptiza com duas palavras: “Barroco digital”.
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