“Apaixonámo-nos pela Mata [polje de Mira-Minde]. Foi amor à primeira vista”. Rodrigo Paisaina, de 52 anos, recorda, assim, o primeiro contacto que teve com Mira de Aire. Aconteceu no pós-pandemia, num momento em que a família andava à procura de alternativas para ‘fugir’ de Lisboa. Um amigo arquitecto falou-lhes da vila e, ao encanto da Mata, juntou-se a “proximidade” à capital e a possibilidade de tanto ele como a esposa poderem fazer teletrabalho. Avançaram com a compra de um terreno, destinado à construção de uma casa, para onde se mudaram no início deste ano.
Rodrigo Paisana, que trabalha na área do marketing digital, e a família fazem parte dos novos habitantes de Mira de Aire, que se têm fixado na freguesia, impulsionando o mercado imobiliário. Só no último Verão, houve mais de 50 imóveis transaccionados, número avançado pelo presidente da Câmara de Porto de Mós, com base nos pedidos feitos ao município para o exercício ou não do direito de preferência. No entanto, essa dinâmica não está ainda a traduzir- se na melhoria da imagem da vila, que continua marcada por fachadas degradadas e pouco cuidadas.
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