PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Vislumbrar o retorno

Poder-se-á defender a vigilância biométrica como uma medida temporária, implementada durante um estado de emergência?

Paulo José Costa, psicólogo clínico Paulo José Costa, psicólogo clínico
25 de Abril de 2020
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Paulo José Costa, psicólogo clínico25 de Abril de 2020

O medo, a alegria, a raiva, o amor ou a repulsa são fenómenos fisiológicos, tal como a febre, a tosse, o batimento cardíaco ou a pressão arterial. E a mesma tecnologia que analisa a temperatura corporal, também pode identificar estados emocionais.

Coloca-se no presente a hipótese de as autoridades governamentais monitorizarem dados biométricos e fisiológicos dos cidadãos, para poderem ter um melhor controlo da evolução pandémica.

São já inúmeras as vozes que declaram que isso conduzirá a uma perda da individualidade, da legítima capacidade dos seres humanos verem os seus direitos à integridade e independência comprometidos de forma dissimulada, matérias invioláveis que conquistámos após vários séculos em que nos batemos pela liberdade individual.

Poder-se-á defender a vigilância biométrica como uma medida temporária, implementada durante um estado de emergência?

Talvez, mas…

Mesmo após a diminuição da taxa de infecção por Covid-19 para níveis insignificantes, alguns governos podem alegar que se torna essencial continuar a monitorizar os seus cidadãos para travar novos surtos ou outras condições clínicas, o que pode traduzir-se numa enorme batalha sobre a nossa privacidade.

Quando é proporcionada às pessoas a escolha entre privacidade e saúde, elas normalmente escolhem a sobrevivência ou a imunidade sanitária.

Testes extensivos de imunidade, comunicação honesta, respeito pelas liberdades ou garantias e cidadania responsável, a par da cooperação voluntária, por certo, serão a melhor opção.

Factos científicos validados e confiança nas autoridades sanitárias conduzem, seguramente, à adopção de comportamentos assertivos, para se alcançar um bom nível de cumprimento e cooperação, visando o humanismo.

Não obstante, é sabido que quando nos confrontamos com situações de enorme impacto psicológico a mente humana reage de forma imprevisível.

Perante uma emergência, o ser humano pode registar emoções paradoxais e condutas ambivalentes, contrastantes com o padrão emocional e comportamental que lhe é usual.

O equilíbrio e o ajustamento podem dar lugar à impulsividade e ao transtorno. E isso é um desafio para todos, mas sobretudo para os que se debatem com a exposição directa ao vírus.

Contudo, não há nada mais virulento do que um medo informe a decompor em silêncio no espírito de cada indivíduo.

A ideia de fracasso ou fragilidade individual (ou civilizacional) é um espelho no qual projectamos os nossos temores que, não obstante serem invisíveis, anulam toda a sua abstracção.

A forma como iremos retornar ao mundo reactivando as rotinas e as relações no espaço público, para além das nossas casas, irá forçosamente sofrer uma espécie de reinvenção.

Conquistar o futuro irá exigir essa busca imperiosa do frágil equilíbrio entre a incerteza e a esperança, por via de uma necessária exposição ao retorno que se vislumbra no horizonte.

Tendo a humanidade perdido a vida de um excepcional escritor para o vírus – Luís Sepúlveda (apenas para mencionar um desses lutadores e heróis universais), não poderemos deixar de manter vivo o seu legado, como num sonho em que cremos infinitamente, expressão eterna de um guerreiro dos vocábulos, cujo legado na terra será sempre uma incontornável verdade, uma batalha infinita.

E então, a luz do sol projectará uma sombra na berma do caminho, ponteiro de um relógio de horas áridas, cujo eco será a medida exacta do nosso tempo.

Tópicos: opiniãoPaulo José Costa
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
#covid19 Evolução no distrito de Leiria e concelho de Ourém: mais três casos confirmados

#covid19 Evolução no distrito de Leiria e concelho de Ourém: mais três casos confirmados

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?