Como é que está a viver este período de pandemia, depois de lançar um disco novo, no ano passado, que praticamente coincidiu com o primeiro confinamento em Portugal?
Não é fácil, porque as condições não são favoráveis e os promotores têm dificuldade em contratar-nos. Se bem que há um grupo de intervenientes no palco, de cantores, autores, que pertence a determinadas empresas promotoras, são três, que tiveram os seus artistas sempre em actividade. Há aspectos de privilégio, enfim, dos contratadores, que são normalmente o Estado e as câmaras municipais, portanto, também é o Estado. São os grandes contratadores. E há três promotores, que são gigantes, que tratam muito bem os seus artistas. Acho isso maravilhoso, mas não pertenço a nenhum. Nem quero. Sou mais lança livre, free lancer.
Açambarcam as poucas datas que existem?
Não, não, não. Estão muito bem colocados junto de quem contrata. Estarão muito bem colocados junto do Ministério da Cultura e junto, sobretudo, das grandes câmaras de Portugal, que têm sempre um trabalho cultural forte, o que acho óptimo. Deviam ter cada vez mais. Agora que estamos num tempo de eleições, a actividade é muita. Eu tenho muitíssima. Devia haver eleições todos os anos, era bom para a democracia, funcionava melhor.
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