Vive em Leiria desde 2003 e é a presidente do núcleo de Leiria da Associação dos Ucranianos em Portugal desde a respectiva constituição, em 2007. Durante aproximadamente uma década, até 2018, manteve a funcionar um projecto dirigido aos descendentes de ucranianos nascidos em Portugal, a escola ucraniana, com o objectivo de lhes ensinar a língua, a história e a cultura do país de origem dos pais. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, e durante o acolhimento de refugiados que fugiram da guerra, Yuliya Hryhoryeva foi um dos principais elos de ligação com as câmaras municipais e com outras entidades da administração pública e da sociedade civil.
Como está a situação dos cidadãos ucranianos acolhidos em Leiria e em outros concelhos da região, mais de três anos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia?
Há muitas coisas e várias histórias. Desde o início até agora, houve de tudo um pouco. Alguns regressaram, outros emigraram para [um] terceiro país. E outros ficaram. Regressaram mais pessoas já com idade, que não querem ficar longe e estão a ver que não dá para continuar mais tempo aqui. Quem teve onde regressar. Quem não teve, não teve escolha. E depois os mais novos optaram [por] procurar um lugar melhor economicamente, um país mais desenvolvido, como a Alemanha, ou a França, ou a Inglaterra, ou Estados Unidos. E outra parte ficou aqui por Leiria.
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