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Home Viver

Diogo Barbosa: “se existir uma língua do amor, ela escreve-se com vinho tinto”

Esta semana, desafiámos o fotógrafo de produto Diogo Barbosa a responder às perguntas do Almanaque.

Redacção Redacção
7 de Fevereiro de 2019
em Viver
Diogo Barbosa: “se existir uma língua do amor, ela escreve-se com vinho tinto”
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Está no baile da aldeia e dá-lhe uma vontade repentina de dançar. Quem convidaria para seu par?
A primeira mulher à minha esquerda. Desde que seja uma pessoa amiga o resto é pouco importante.

Que remédio usa para baixar a tensão?
Por ordem, em função da pressão arterial: música violenta; bolachas; chá; gin e um passeio de hora e meia pelas ruas, em passo estupidamente rápido.

Qual o roteiro para um dia perfeito?
Levantar após sete horas de sono. Ter bom café ao pequeno-almoço… independentemente da forma da refeição. O importante é o sabor do café. Ter um dia de trabalho com aventuras controladas e acabar, adormecendo em frente ao MacBook, a fazer projectos.

Vai ter um jantar romântico à luz das velas. Que ementa prepara?
Passo três dias a aprender uma receita italiana, de preferência com cogumelos, e arranjo vinho tinto. Se existir uma língua do amor, ela escreve-se com vinho tinto.

O que faria se acordasse milionário?
Como a maioria das pessoas, pagaria um contabilista para fugir aos impostos. Depois disso, criava a minha micro-nação numa quinta alentejana. Teríamos um hino nacional que, por obrigação, teria de ser cantado torto, uma marca de cerveja, uma equipa de curling e, obviamente, uma capela da Igreja de Diogologia.

Que personagem do cinema gostaria de ter sido?
Ninguém, do filme Il mio nome è Nessuno.

E para contracenar consigo?
M, na versão interpretada pela Dame Judi Dench.

A justiça foi injusta, o tribunal enganou-se e vai ter de estar em prisão domiciliária durante um ano. Três objectos indispensáveis…
O MacBook para ter uma janela para o mundo; uma chaleira e uma manta de lã.

Se, por acaso, algum dia morrer, como gostaria de ser recordado?
Como Ninguém (ver personagem do cinema).

O sonho que comanda a vida é…
Um dia, querida, compraremos uma casa no Algarve!

I'll be back! De onde é que sai com esta frase mítica?
Da casa de banho.

Vai para Tenerife assistir a uma demonstração de colchões, mas decide desviar o avião. Para onde?
Para uma demonstração de colchões em Las Vegas. Ouvi dizer que os colchões são mais fofos lá.

Se acontecesse um cataclismo e só pudesse salvar três músicas quais seriam?
Só três? Isto parece incentivo para fazer batota. Começava por Metálica: Whiskey in the Jar. A cover de Thin Lizzy permite salvar música irlandesa, Rock dos 70’s e Heavy Metal de uma vez. Bruce Springsteen: Cover me. Não sou o fã mais harcore de Springsteen, mas não queria  [LER_MAIS] viver num mundo onde ele não existe. Kendrick Lamar: King Kunta. Outra tentativa de levar mais uma canção. Se fosse salvar o vídeo, levava Elements porque é inspirado em fotografias de Gordon Parks, mas, na música, King Kunta explora mais coisas. 

Se tivesse de passar seis meses numa ilha deserta, quais seriam os três livros que levaria? 
How to shit in the woods, de Kathleen Meyer, para não estragar a ilha, logo no princípio. Uma antologia, de Boris Vian e Factotum, de Bukowski. 

Em criança, quando fosse grande, gostaria de ser…
Alguém que inventasse foguetões e maquinas de viajar no tempo.

Passa pela quermesse da Christie’s e tira uma rifa, que obra de arte gostaria que lhe calhasse? A foto de Gordon Parks, de um menino com uma joaninha atada por um cordel.

 

 

Tópicos: almanaqueculturadiogo barbosaViver
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