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Joaquim Menezes: “Empresários são pessoas que normalmente têm o dom de ver um bocadinho mais à frente”

Daniela Franco Sousa Daniela Franco Sousa
11/09/25 08:09
em Entrevista
Joaquim Menezes: “Empresários são pessoas que normalmente têm o dom de ver um  bocadinho mais à frente”
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Natural de Coimbra, que percentagem de Joaquim Menezes já é da Marinha Grande?
Praticamente toda. De Coimbra, muito pouco. O meu pai tinha uma expressão e a minha mãe também, que a nossa terra é aquela que nos dá o suficiente para vivermos e levar a vida. Era muito pequenininho quando me disseram isso e perdura.

Que memórias guarda da antiga vila da Marinha Grande e da sua indústria?
Para mim foi um choque. Porque eu vinha da Figueira da Foz, onde passei toda a minha infância. E no final dos anos 50, a Figueira da Foz era uma cidade tradicional, ao tempo chamada de burguesa. E vim para a Marinha Grande, que era claramente proletária, com uma vivência totalmente diferente daquela que foi a minha infância na Figueira da Foz. Eu era de uma família humilde e, como tal, ir para o Jardim Escola João de Deus, aos 3 anos, não era propriamente uma coisa normal. Mas a minha madrinha, algumas das minhas tias, tiveram uma importância muito grande para que tivesse essa formação. Toda a minha infância, até aos 11 anos, foi normal, no seio de muitos amigos e colegas, vindos desde famílias de pescadores de Buarcos, até às dos doutores e engenheiros da terra.

E por que se dá a mudança para a Marinha Grande?
A minha mãe era doméstica e o meu pai era electricista. Trabalhava na empresa de vidros da Fontela. Foi para a Empresa Produtora de Garrafas da Marinha Grande, por indicação de um engenheiro belga que fazia a manutenção dos fornos na Produtora. Ofereceram-lhe uma diferença de ordenado perfeitamente estapafúrdia para a altura e não hesitou.

E como eram as fábricas nessa época?
A indústria era mesmo a de vidros. Era a predominante. A indústria de moldes estava a começar a surgir nas conversas das pessoas, aquelas que queriam fugir do vidro. Principalmente os miúdos, que queriam seguir aquilo que era a montra da cidade, uma indústria de moldes desenvolvida, moderna.

O jovem Joaquim Menezes também foi seduzido por essa modernidade?
Não. Foi uma coisa natural. Acabei o meu curso de formação de serralheiro, que era já muito bom para o meu status familiar. Éramos 11 jovens [LER_MAIS]que tinham terminado o curso e todos nós queríamos ir, por indicação dos mestres e dos professores da escola, para a Aníbal H. Abrantes. Não por ser de moldes, mas por ser aquela grande “escola”, que era a referência. Tinha-se a ideia de que a Aníbal H. Abrantes tinha um posicionamento na indústria que era mais modernista, mais afoito. Por causa de outro fenómeno, que era a exportação.

Como era cruzar o Atlântico e fazer negócios nos Estados Unidos nos 70?
Ia-se ao barbeiro e comprava-se uma gravata nova. Andar de avião não era uma coisa normal. A primeira vez que fui aos EUA devia ter sido em 1973 ou 1974. Mas quem desbravou todos esses mercados internacionais não fui eu. Isso tem a ver com o senhor Henrique Neto, que depois foi meu sócio, e com outros empresários dessa altura.

O senhor Edilásio Carreira da Silva também já tinha percorrido esse caminho.
Sim. A Edilásio Carreira da Silva é a terceira empresa mais antiga da indústria e hoje em dia é a segunda mais antiga em operação. Como se costuma dizer, a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha. Portanto, se houve alguém que começou a ter trabalho, a servir outro tipo de clientela, mais exigente, e com isso fazia dinheiro, obviamente que todos nós fomos tentar. Ainda hoje é assim. Nós tentamos seguir aqueles que, para nós, nos parecem os melhores.

Não deveria ser fácil fazer negócios…
Nada destas coisas são fáceis. Mas o mais difícil foi o Vasco da Gama descobrir a Índia. E fê-lo. Portanto, difícil é manter minimamente a dinâmica que outros criaram. Nós dividimos o mundo com os espanhóis no Tratado de Tordesilhas, o que quer dizer que nós já fomos um império poderoso. E hoje em dia, onde é que está isso? Isso é que nos devia fazer pensar. Isso é que foi capaz de não ser fácil. A facilidade não convém a ninguém. Porque o ser humano, por definição, nasce preguiçoso. Se nós encaramos a vida pela facilidade, estamos imediatamente a interromper um crescimento ou um desenvolvimento natural.

Tinha apenas 28 anos quando fundou a Iberomoldes com Henrique Neto. Consegue ver nas gerações mais jovens os valores dos “dinossauros” dos moldes?
Eu acho que sim. Para já, há muito mais tecnologia e oportunidades no mundo inteiro. Quanto aos moldes, é uma indústria de futuro com futuro. Porque cada vez mais nós sabemos que os moldes são necessários para fazer muitas peças, que antigamente eram feitas em madeira, em ferro, na forja, e hoje são em plástico. Ou em metais que são moldáveis, para os quais é necessário o molde. Por outro lado, os moldes, hoje em dia, têm uma complexidade imensa de tecnologias e técnicas que são necessárias para fazer esses mesmos moldes, ainda por cima, com as características de certificações, de auditorias de qualidade. Portanto, tornou-se muito mais complexa. E, por isso mesmo, são necessárias muito mais habilidades. É preciso ser-se mais especialista nas diversas técnicas e tecnologias para conseguir minimamente fazer performance da profissão. Nós, naqueles tempos, era um bocadinho “o esperto”.

Patrões e líderes distinguem-se a olho nu?
Acho que sim. Há patrões, porque o são, porque são responsáveis por pagar salários ao final do mês, e há empresários. E é evidente que têm de ser líderes, se não, não levam a carta a Garcia. Os empresários são pessoas que normalmente têm um dom, que eu considero o dom de ver um bocadinho mais à frente, de tentarem desenvolver uma visão, a partir de coisas às vezes relativamente básicas. É um sonho que lhe passa pela cabeça de poder construir algo, uma empresa. O patrão, não. O patrão é proprietário de uma determinada operação, tem um conjunto de pessoas, aproveita o momento. Mas se as empresas não tiverem uma visão para a frente, acabam por estagnar mais tarde ou mais cedo.

Foi determinante, no seu caso, percorrer vários departamentos de uma empresa até chegar ao topo?
Super determinante. E em toda a indústria de moldes é normal. Principalmente hoje, os mais jovens às vezes ficam um bocadinho desiludidos, até desorientados, porque vêm da universidade, de politécnicos, trazem na cabeça os sonhos que lhes são transmitidos, por idealistas, que são os próprios professores, etc., que lhes metem na cabeça “estudas e na empresa têm que reconhecer a tua educação e a tua formação”. Eu não acho nada disso. Acho que um curso, seja ele universitário, profissional, ou mesmo não tendo curso nenhum… tem mais a ver com a capacidade que essa pessoa tem, a inteligência e o talento para se desenvolver a si próprio e aproveitar ao máximo tudo aquilo que aprende. Não adianta nada ler um livro de alto a baixo se não ficar lá nada e se não conseguem levar à prática, à experiência, ao fazer, aquilo que aprenderam. Eu tive essa possibilidade. A empresa Aníbal H. Abrantes e o próprio Aníbal Abrantes, tinham condão de incentivar toda a gente. E havia uma expressão, que eu ainda digo, que a antiguidade é na tropa. Essas oportunidades foram dadas. Alguns aprenderam, fizeram esforço para se desenvolverem pessoalmente e outros não fizeram esforço nenhum, foram na onda. Há dois tipos de pessoas no mundo. Os que fazem andar o mundo e os que andam no mundo. Infelizmente, há mais gente no mundo do que a fazer o mundo andar.

É essa a sua visão sobre o contexto político internacional?
Mesmo os que são supostos fazer andar o mundo, infelizmente hoje em dia dão exemplos que nem sequer são referência. Bastava há dias perder um bocado de tempo em frente à televisão para ver a parada da China, que para mim foi altamente didáctica e pedagógica para entender aquilo que nós todos podemos esperar do nosso futuro, que está muito complicado. E ver mais um evento, mais um entre muitos, do próprio senhor Trump, com a história da Venezuela. A nossa sociedade, como um todo, está num momento crucial. Porque, quer a gente goste ou não goste, essas são as pessoas que estão a mandar no nosso futuro.

No final dos anos 70 conduziu pela Faixa de Gaza e fez negócios comum cliente de Israel que ainda hoje é fiel ao trabalho da Iberomoldes. Como tem assistido ao conflito naquele território?
Nós éramos, na altura, uma espécie de China. Portugal sabia fazer moldes e os estrangeiros vinham a Portugal comprá-los. É evidente que também íamos ao estrangeiro buscar clientes. Muita gente nas empresas dessa altura fez um esforço muito grande a caminho da exportação. Mas neste caso em concreto foi uma das grandes empresas israelitas, ainda hoje é, que veio a Portugal à nossa procura. Ouviu falar de nós através da Suíça, onde eles compravam normalmente os moldes. São super exigentes. E sim, conduzi à volta da Faixa de Gaza. Às vezes vejo as notícias na televisão e ouço determinadas cidades, nomes, recordo-me de andar por lá.

E como assiste a tudo aquilo?
Estupefacto. Novamente, porque nós estamos nas mãos de pessoas que mandam no mundo. Têm uma influência muito grande e, eventualmente, muitos deles são mandados por outros para fazerem coisas que os outros não são capazes de fazer, ou se querem resguardar de fazer.

Tem tido impacto nos negócios?
No nosso caso não. Felizmente nós ainda vimos do tempo que muito do nosso marketing era de passa-palavra. Na indústria que servimos, todos falam uns com os outros. Os técnicos que trabalham connosco sentem-se à vontade connosco, pelo saber e pela competência que nós temos internamente. Houve tempos em que o hall de entrada e o bar do Eurosol eram uma espécie de um fórum da clientela da indústria de moldes portuguesa, que era a Marinha Grande. Eles vinham à Marinha Grande para descobrir e ao mesmo tempo havia uma outra coisa, que era Oliveira de Azeméis, onde também começaram a ir. O problema das guerras e de Gaza e dessas coisas todas tem fundamentalmente a ver com os fluxos económicos que hoje existem, a própria globalização, que interagem com as dificuldades.

O mesmo se aplica com as tarifas impostas pela presidência de Trump?
Nós não estamos ainda a sentir. O mercado americano para nós representa muito pouco, à volta de 10%. No nosso caso em concreto já foi 99,9%. Porque verdadeiramente quando nós começámos a Iberomoldes, em 1975, o nosso mercado era o americano e tínhamos dois clientes na Escandinávia. Os EUA foram o mercado referencial do início da indústria de moldes. E também foram responsáveis pelos maus tempos das grandes empresas de moldes da Marinha Grande. Como eu às vezes digo, numa imagem de estilo, ainda hoje estão aí os blocos de aço que eles pagaram, mas que não foram usados para fazer molde nenhum, porque eles cancelaram as encomendas todas. Tiveram medo daquilo que estava a acontecer com o Verão Quente de 75. E foi precisamente nessa altura que nós, um pouco loucos, achámos que devíamos fazer uma empresa [a Iberomoldes], que era para a exportação, nomeadamente tendo como um grande alvo o mercado dos EUA. Havia reputação, havia prestígio e nós queríamos tirar resultado dessa mesma reputação e desse prestígio. E felizmente conseguimos.

E a China sofrerá com as taxas dos EUA?
Não vai acontecer. A China é a China, basta ter visto a parada que fizeram para se perceber a mensagem que o presidente Xi Jinping estava a dar. Do lado esquerdo tinha o homem da Coreia do Norte, do lado direito tinha o Putin. Isto quer dizer o quê? Que está de braços abertos para nos dar beijinhos e abraços? A mensagem é “põe-te a pau”. Portanto, é melhor nós termos o bom-senso e a inteligência de pensar para além do óbvio.

“Confundirmos a loja do chinês, onde há má qualidade, com aquilo que a China faz, é um erro crasso”

Muitos entendem que o sector dos moldes deve ser mais independente da indústria automóvel.
Eu não acredito nisso. Nós vamos a um cliente do automóvel e temos a certeza que, para ele estar naquela indústria, precisa de estar permanentemente a investir, a inovar. Porque é um sector altamente competitivo, tal como a indústria de moldes é altamente competitiva. Portanto, ou nós estamos atentos nessa perspectiva ou então morremos. E não é só isso. Cada novo modelo de automóvel, em média, tem mil moldes novos.

E a área da defesa, pode ser uma oportunidade?
Novamente, bastou ver a parada da China, para se ver a quantidade de moldes que passaram por lá. Mas esses não chegam cá, porque os chineses só por si são uma economia, que alimentam o país e a população. Nós às vezes até nos esquecemos disso. Estrategicamente, fiz o trajecto da China, de andar a ver a minha concorrência na China, e levei lá os meus colegas da Cefamol, para verem. Existem empresas na China ao nível do que melhor se faz no mundo. O problema de confundirmos a loja do chinês, onde há má qualidade, com aquilo que a China faz, é um erro crasso.

A indústria de moldes foi sempre reconhecida por adoptar tecnologia de ponta. Em que medida a inteligência artificial corresponde a uma mudança de paradigma?
A inteligência artificial é uma tecnologia de muitas tecnologias. É o conjunto de muitas coisas, é o conjunto de muitos saberes que estão sistematizados, mas que nós usamos na Iberomoldes desde os anos 70. Agora, como tudo na vida, tem evolução. A inteligência artificial tem vindo devagarinho, devagarinho, até se transformar num ‘monstro’, que é a imagem que às vezes lhe dão. Pode surgir todo o tipo de regras e políticas, mas ela é imparável. Para desmistificar isso, fizemos um encontro na empresa. Para tentar ver aquilo que é a inteligência artificial, como é encarada hoje em dia, tivemos especialistas, e fomos à nossa equipa de informática e tecnologias de informação, que nos fez uma apresentação, percorrendo o trajecto da inteligência artificial no Grupo Iberomoldes desde 1975. Nós não vamos mudar paradigma nenhum. É exactamente a mesma coisa que aconteceu como o CAD/CAM. Nós comprámos em 1983, fomos a empresa europeia a fazer o primeiro investimento sério nessa área. Hoje em dia já se esqueceu. A razão pela qual fizemos esse encontro foi a tentativa de pôr as pessoas no sítio, de pensarem que elas, sem saberem, já utilizaram inteligência artificial, ainda que não fosse chamada assim.

Apesar de tudo, a robotização não tem chegado para compensar a falta de mão-de-obra.
Pelo contrário. A robotização e a automação vêm garantir maior eficiência das operações, maior eficiência na resposta ao cliente. Mas exige muito mais saber e profissionalismo das pessoas. Para não estragarem o que a automação faz. Cada vez mais a gente precisa de engenheiros que aprendem na escola a fazer programação, a trabalhar nos computadores, etc.

Que máxima melhor se aplica à indústria de moldes: o segredo é a alma do negócio ou a união faz a força?
Nem uma, nem outra. Não acredito nos segredos a esse nível. É evidente que há segredos na indústria, mas é ao nível das patentes. Às vezes queremos desenvolver determinadas coisas e aquilo que queremos desenvolver raramente é inédito. Quando vou a um país, seja onde for, uma das coisas que faço sempre, por vício, é ir ao supermercado. Quero ver o que existe de novo. Agora estive no Japão e, em vez de andar a ver os pagodes, entretive-me imenso a ver os produtos nos supermercados. A tentar perceber se mesmo no Japão diziam Made in China. Diziam menos, mas diziam. O que quero dizer é que nós somos influenciados por aquilo que nos rodeia e quando desenvolvemos produtos, chegamos à conclusão que determinadas coisas, que a gente pensa que inventou, já estão patenteadas. E ai de nós infringir a patente. Um dos trabalhos que temos no desenvolvimento de produto é estudar patentes, o que existe no mercado. Não queremos ir copiar puro e duro, não. A união faz a força, é evidente que sim. A questão é com quem é que a gente faz a união. Uma das vantagens e um dos pontos críticos da indústria de moldes em Portugal foi precisamente a união que houve. No início da Cefamol, da associação do sector, havia uma máxima. A gente discutia tudo, desde que não fossem os nossos clientes e os nossos negócios. E aí, pode colocar-se o tal problema do segredo ser a alma de negócio. Mas a Iberomoldes vai celebrar 50 anos, vou fazer uma festa e vou convidar concorrentes meus, que eu considero que, de alguma forma, dentro das limitações, são meus amigos. São aqueles que, se eu tiver uma dificuldade qualquer, tenho a lata de ir ter e perguntar.

Quanto à sucessão nas suas empresas, ainda é um caso em aberto?
Sim, mas é em todo lado. Eu não sou diferente dos outros.

É uma questão que o preocupa?
Com certeza. É um assunto sensível, que tem muito a ver com a sensibilidade das pessoas que trabalham comigo. Estou a lidar com 800 sensibilidades. A última coisa que me passa pela cabeça é desestabilizar.

É difícil deixar um projecto de vida como este?
O seu projecto de vida provavelmente são os seus filhos. Normalmente é assim. De repente, você apaixona-se novamente. E depois os filhos? O que é que faz com os filhos? Eles podem não gostar nada do parceiro. Portanto, a história é a mesma. Como é que a gente resolve um problema desses? É por isso que eu digo que é um problema íntimo.

Que sonhos espera realizar quando se aposentar?
É continuar a minha vida normal. Gosto muito de viajar, tenho muitos amigos no mundo inteiro. Portanto é, de vez em quando, ir visitá-los. Não tenho um roteiro para cumprir, é um bocadinho mais do mesmo. Sempre fiz isso, desde miúdo.

Perfil
De operário a empresário

Natural de Coimbra, Joaquim Menezes, 78 anos, vive desde jovem na Marinha Grande. Tirou o curso de serralheiro, começou a trabalhar aos 15 anos, como aprendiz na indústria de moldes na Aníbal H. Abrantes, e mais tarde, satisfazendo o sonho dos pais, formou-se em Engenharia Eletromecânica. Nunca deixou de aprofundar conhecimentos na área da gestão e da inovação. Em 1975 fundou a Iberomoldes, com Henrique Neto, um antigo colega de trabalho, empresa que passou a liderar sozinho em 2009. Ao longo de 50 anos, a Iberomoldes transformou-se num conceituado grupo empresarial, que adquiriu empresas não menos emblemáticas, entre as quais a Edilásio Carreira da Silva e a Aníbal H. Abrantes. Apaixonado pela profissão, liderou várias associações nacionais e internacionais relacionadas com o sector de moldes.

Tópicos: entrevistajoaquim menezesmoldes

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