Acompanhou de perto os impactos da tempestade Kristin nos monumentos e equipamentos culturais da região. O que mais a impressionou?
O grau de devastação ao qual a cultura não foi alheia. Talvez o que mais me impressionou tenha sido o que aconteceu no Mosteiro da Batalha, pela ligação até afectiva que as pessoas da região têm ao monumento e pela circunstância de a queda das árvores ter feito com que muitos elementos pétreos tivessem sido deteriorados e, em alguns casos, partidos. É um dos investimentos mais significativos que vamos fazer. Até 31 de Agosto, concluiremos os investimentos do PRR e, imediatamente, abriremos os procedimentos para intervencionar o que foi afectado pela tempestade.
Na Marinha Grande, de onde a ministra é natural, os museus e o Teatro Stephens sofreram danos importantes. Tem acompanhado o caso?
Sim. Tem havido conversas com município no sentido de isto constituir uma oportunidade para melhorarmos os modelos de gestão de alguns dos equipamentos. Nenhum está na Rede Portuguesa de Museus. Um dos desafios que fiz ao vereador [da Cultura] e ao presidente da Câmara foi o de candidatar os museus a essa rede porque há instrumentos de financiamento lançados todos os anos, mas que, naturalmente, obedecem a critérios. A rede já tem 175 museus, mas queremos que haja cada vez mais. É um incentivo para que os museus trabalhem também ao nível da programação e das acessibilidades.
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