Proferiu, na semana passada, a sua última aula. O que sentiu?
Foi um momento que considero importante e simbólico na medida em que assinala um percurso de 34 anos de docência e de 33 anos no Politécnico de Leiria.
De todos os cargos e funções que desempenhou, o que mais o preencheu?
Há dois marcos importantes, no Politécnico de Leiria e no ensino superior português. Um foi a implementação dos programas de qualificação do corpo docente, que se revelou um momento de viragem no instituto. Num espaço de tempo muito curto deu-se um grande salto qualitativo. Sinto-me muito grato pelo corpo docente ter acreditado que isso era possível, mesmo à custa de enorme sacrifício e dedicação. Do meu percurso no Politécnico, o mais importante foi o sucesso destes programas. Com as mesmas pessoas a instituição mudou, em termos de qualidade do ensino e da investigação. O segundo momento marcante foi a reforma do ensino superior, iniciada com a ministra Maria da Graça Carvalho e continuada com o professor Mariano Gago. Destaco a adaptação ao processo de Bolonha, que foi bem sucedida, e a aprovação do estatuto da carreira docente do ensino superior politécnico. Graças à qualificação que adquiriram os professores passaram a ter vínculo à instituição.
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