PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

A cultura produto

João Nazário João Nazário
08/03/18 12:03
em Opinião
A cultura produto
Share on FacebookShare on Twitter
João Nazário

“Quero deixar-lhes uma palavra de reconhecimento por terem sido os únicos a não me pedir dinheiro quando se foram apresentar”. Foi com estas palavras, dirigidas aos responsáveis pelo Leirena, que Celeste Amaro, directora da Direcção Regional da Cultura do Centro, indignou muitos agentes culturais.

Celeste Alves deixou, dessa forma, uma crítica clara aos que reclamam por apoios para desenvolver os seus trabalhos, deixando no ar a imagem do condutor enfadado com o arrumador de carros que pede uma moeda.

No fundo, ao elogiar o Leirena com aquelas palavras (mereceriam outras) está a mandar os ‘pedintes da cultura’ arranjar dinheiro noutros lados, nomeadamente junto do sector empresarial privado.

Obviamente que a figura dos mecenas sempre foi fulcral na história das artes, como é importante que os agentes culturais consigam receitas através das suas iniciativas e não se bastem com subsídios, mas uma pessoa com as responsabilidades de Celeste Alves teria obrigação de saber que sem apoios estatais muito do que melhor a humanidade produziu em termos culturais nunca teria acontecido.

Sendo a cultura um pilar da nossa sociedade, a par da educação e da saúde, as palavras de Celeste Amaro só podem ser entendidas como um disparate que a colocam como um produto comercializável como outro qualquer.

Ou seja, se a sua lógica imperasse muitos projectos artísticos desapareceriam por inviabilidade económica, principalmente os de maior vanguarda e mais disruptivos, e, com os preços obrigatoriamente mais altos, seria impossível ter uma cultura de acesso universal, como é desejável numa sociedade civilizada.
 

A intenção da Câmara Municipal da Marinha Grande em investir mais de 200 mil euros num monumento de 12 metros de altura que funcione como um memorial alusivo ao incêndio que devastou o Pinhal de Leiria é, no mínimo, questionável.

Em primeiro lugar porque a verba em causa parece claramente excessiva se tivermos em conta que ainda há muitas famílias e empresários afectados pela tragédia a suplicar por ajuda, mas também porque a Marinha Grande continua a aguardar por alguns equipamentos que, apesar de há muito prometidos, ainda não saíram do papel, de que são exemplos gritantes a piscina e o mercado municipais.

Por outro lado, porque não parece fazer muito sentido assinalar de forma tão ostensiva no espaço público uma tragédia de tão má memória. Não que se deva esquecer o que aconteceu, obviamente, mas também não seria necessário que a escultura, como refere o artista escolhido, Fernando Crespo, “seja avassaladora tal como avassaladora foi a desgraça (…) que a dimensão [da obra] seja tão perturbante para o espetador como a tragédia foi para a população”.

Mais do que perpetuar a tragédia de forma tão vincada e perturbadora, seria talvez mais interessante deixar para memória futura uma homenagem a quem combateu o fogo, aos que se esforçam por recuperar o pinhal e a todas as pessoas, empresas e instituições que se mobilizaram para ajudar quem tudo perdeu.

A melhor homenagem ao Pinhal de Leiria será a sua rápida e cuidada reflorestação e um maior cuidado para que não se repitam imagens dantescas como as que em Outubro deixaram todos em choque, parecendo dispensável “criar qualquer coisa que simbolize aquela desolação”, nas palavras de Fernando Crespo.

*Director

Tópicos: editorialjoão Nazárioopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Aprovada modernização dos regadios da Cela e do Vale do Lis

Aprovada modernização dos regadios da Cela e do Vale do Lis

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?