O que levou a Void a abrir uma filial nos EUA? As últimas políticas da administração Trump tiveram impacto na vossa operação?
O que se está a passar na administração, até justificou mais a decisão. Incorporámos a empresa em Janeiro de 2024, em Nova Iorque, porque já tínhamos um histórico significativo naquele mercado, com um representante, a trabalhar com base num acordo de agenciamento e, entretanto, assegurámos mais alguns acordos com outras pessoas e o volume de negócios cresceu noutros estados dos EUA. Temos clientes na Carolina do Norte, na Flórida, na Geórgia e no Texas, entre outros locais. A primeira startup com quem iniciámos um processo de venture building, é da Califórnia, de Venice Beach, que trabalha muito com estúdios de Hollywood. Entretanto, percebemos que precisávamos de mais proximidade com aquele mercado. A nossa motivação foi, essencialmente, comercial, para nos podermos apresentar como uma empresa norte-americana. Na Void Software LLC, não temos programadores porque é tudo feito em Leiria e escolhemos Nova Iorque por razões de percepção de marca. A abertura no mercado norte-americano enquadra-se numa estratégia de continuar a aumentar as exportações. Começámos a anunciar-nos como empresa apenas quando foi constituída a SA, em 2017, porém, já existíamos há dez anos. Nessa data, apostámos na internacionalização e começámos a crescer a um ritmo completamente diferente. Além dos Estados Unidos, focámo-nos na Suíça e no Reino Unido, mas vamos abrir também na Suíça este ano.
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