PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

A rapariga da frutaria

João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
28/03/19 12:03
em Opinião
A rapariga da frutaria
Share on FacebookShare on Twitter
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO

Tenho o privilégio de ter uma amiga que considero inteligente, culta, atenta, sensível, professora por vocação. É uma Mulher que merece o trato escrito em maiúscula. É, sobretudo, uma esteta.

Mesmo que a propósito de uma qualquer banalidade procura sempre o belo como um bem superior, na forma como o diz, nas metáforas que usa. Amiúde me envia magníficas imagens de telas ou ilustrações a parafrasear um pensamento, o que me faz pensar dela que se serve da pintura como representação simbólica da vida.

Tem sempre o cuidado de me ensinar a arte como metáfora para aprender a ler o mundo de outro modo. Mas não é um privilégio meu, que esta atitude didática se repete nas suas aulas e com quem priva.

Há dias contou-me um episódio magnífico, que fez o favor de me autorizar a partilhar convosco, e que transcrevo tal como me disse: “a rapariga da frutaria aqui da Quinta do Alçada ontem olhou para o meu saco das compras e exclamou ‘Ai que saco tão lindo!’

É uma reprodução do ‘Passeio de Domingo’ de Seurat. Senti-me altamente fantástica e erudita na Quinta do Alçada, ao que lhe respondi, ‘Mas eu digo-lhe onde se compram…’. Não me deixou acabar a frase e disse, ´É na Livraria Arquivo, eu sei. Tenho dois A noite Estrelada, de Van Gogh, e O Grito, de Munch.

“Ia eu adivinhar que a rapariga era instruída ao balcão da frutaria!”

Convenhamos, é uma bela história! Mas é sobretudo um daqueles pequenos episódios que dá que pensar. É suposto vivermos num país com um razoável nível de vida, muito aquém de outros mas mesmo assim dentro dos limites do suportável.

Garantidas as necessidades básicas para a maioria da população, naturalmente, e segundo a hierarquia das necessidades de Maslow, surge a vontade de acesso à cultura enquanto realização pessoal.

Acontece vivermos um tempo conturbado no que à cultura diz respeito, ou melhor dizendo, no que à definição de cultura diz respeito.  [LER_MAIS] É com investimento que se criam condições para o crescimento, e este, quando devidamente planeado, potencia o desenvolvimento. 

Assim, a questão que se coloca a montante é a de saber onde se está a investir e quem são os investidores da cultura?

Naturalmente não me estou a referir aos (poucos) mecenas, que esses têm critérios precisos de exigência para os seus investimentos, mas sim aos investidores diretos, aos promotores imediatos de eventos onde incluo, a título de exemplo, autarcas e alguns programadores. Que critérios presidem às suas escolhas quando investem na área da cultura?

A experiência tem-nos ensinado que há um vazio de ideias quanto a esses critérios de escolha. Amiúde surgem iniciativas desgarradas, sem continuidade, sem um conceito unificador que leve ao desenvolvimento do gosto e da estética.

Por vezes, penso que quem de direito sofre de uma espécie de síndrome de Pilatos, isto é, distribuem-se prebendas a quantos oportunistas estendem a mão.

Agrada-se a todos, ninguém fica de fora, mesmo que com isso de delapidem recursos e se percam oportunidades. Quantificam-se eventos e espetadores, aprecia-se o crescimento mesmo quando este contraria o desenvolvimento.

Que eu saiba, a minha amiga nunca ilustrou a tristeza com a mais que conhecida gravura do Menino com Lágrima, e tão fácil seria que a rapariga da frutaria se ficasse por aí.

Mas não, a rapariga da frutaria surpreendeu, cativou, elevou a sua condição por entre os caixotes de fruta. E por aqui me fico, que vou à Quinta do Alçada comprar maçãs.

Devem estar expostas com a elegância de uma natureza morta pintada por um mestre.

*Psicólogo clínico
Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: João Lázaroopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Eco Lógica

Eco Lógica

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?