
Várias personalidades mundiais foram convidadas como conferencistas, dando brilho e glória ao evento, a começar pelo “nosso” Secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrando a importância mundial deste evento que, é grato lembrar, foi trazido para Portugal pelo ilustre leiriense João Vasconcelos, que muita falta faz no actual Governo.
Portugal está na moda, mas é fundamental que o esteja, também, por conseguir atrair o que de melhor existe no mundo das tecnologias e da inovação. A inovação é hoje inultrapassável na competitividade das empresas, mas, mais importante, dos países que lutam pela hegemonia geoestratégica e económica do planeta.
A nível das empresas, penso que já ninguém duvida que os modelos de negócio estão a mudar e que, dentro de muito poucos anos, tudo será diferente, incluindo o desaparecimento de muitas profissões substituídas, parcialmente, pelo aparecimento de outras, mas, sobretudo, por robôs e pela inteligência artificial.
Contudo, a inovação pode ter consequências trágicas para a raça humana. [LER_MAIS] Não há dúvida que os robôs vão ser mais inteligentes do que os seres humanos. É uma questão de capacidade de memória.
E aqui entram os países: uma coisa é os países lutarem pela supremacia tecnológica com ética e responsabilidade, outra é os robôs e a inteligência artificial estarem ao serviço de loucos que, cada vez com mais frequência, conseguem ascender à liderança dos países.
Teremos um futuro muito triste, retratado em inúmeros filmes de ficção científica que muita gente gosta de ver nos cinemas ou na televisão, não percebendo que essas serão as sociedades onde viverão os seus descendentes se nada for feito, entretanto, a nível da ética global.
Como disse o cientista António Damásio, “Os robôs nunca poderão ter sentimentos”. Por outro lado, o célebre físico Stephen Hawking que abriu, inesperadamente, a Web Summit por vídeo, alertou: “A inteligência artificial pode funcionar em harmonia connosco. Mas temos de estar a par dos riscos”. Economista









