Para mitigar o risco de incêndios florestais, o Governo decretou, para todo o território continental, a proibição do uso de qualquer tipo de artefacto pirotécnico entre 2 e 19 de Agosto, suspendendo inclusive todas as autorizações previamente emitidas. Sem facturar na maior parte de Agosto, mês tradicionalmente forte para a pirotecnia, o sector terá um ano negro e teme pelo futuro.
Valter Cardoso, gerente da MemMakers, empresa da Batalha que se dedica à instalação de produtos de pirotecnia, explica que, no seu caso, a facturação de Agosto foi “zero”. Empresa familiar, com 20 colaboradores, a MemMakers tinha feito investimentos avultados, contando que o mês fosse, como é hábito, forte em festas. A decisão do Governo, que “restringe de forma compulsiva, desonesta e anticonstitucional o direito ao trabalho” vem comprometer esta firma de pequena dimensão, acusa o gerente. “Trabalhamos com comissões de festas, que vivem das ofertas feitas pelas pessoas. Não havendo espectáculos, não temos coragem de lhes pedir o dinheiro de volta.[LER_MAIS] Passamos [o negócio] para o ano que vem. Mas as finanças não perdoam”, realça Valter Cardoso.
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