Sendo uma das mais jovens directoras de serviço do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), como tem sido este desafio?
Tem sido de facto um desafio, uma luta constante, contra o sistema em si, por fazer algo diferente, no estado actual em que o Serviço Nacional de Saúde [SNS] está, em abrir estas portas de segunda a sexta-feira, o internamento 24 horas a alguém que precisa. Mas tem sido possível graças ao Conselho de Administração [CA] que percebeu a importância do nosso serviço, do cuidar das pessoas em fim de vida, dos custos e dos benefícios que isso tem para o doente e para a família. A longo prazo nem sempre se percebe a importância de uma equipa como esta no hospital.
Considera-se um exemplo para os colegas jovens?
Como um exemplo, não, mas como uma privilegiada, sim. Foi uma série de coincidências felizes que me trouxeram até aqui. Foi encontrar as pessoas certas quando ac abei o internato e ser uma área que o CHL queria começ ar a trabalhar. Depois enfermeiros, assistente social, todos tínhamos interesse em formar esta equipa e sem essas pessoas isto não era possível. Foi um conjunto de pessoas que fez com que isto crescesse e tive o privilégio de ter essas pessoas no lugar certo e que acreditaram em nós, como o Dr. Hélder Roque [ex-presidente do CHL] na altura e posteriormente este CA, com o Dr. Licínio, que manteve o voto de confiança.
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