PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

(Des)humanidades

Ana Lúcia Ferreira, socióloga Ana Lúcia Ferreira, socióloga
26/04/18 12:04
em Opinião
(Des)humanidades
Share on FacebookShare on Twitter
Ana Lúcia Ferreira, socióloga

A humanização crescente relativa aos animais de estimação, no seio das famílias, face à mudança de paradigmas e configurações familiares, é absolutamente clara.

Augura-se o fim do estigma da servidão animal da qual decorre que o animal existe para servir o Homem, atenuando o peso da visão utilitarista do animal a favor da visão humanista.

Por decisão do Parlamento, os animais de estimação poderão acompanhar os seus donos aos estabelecimentos comerciais cujos proprietários o permitam.

Tal medida faz-nos crer que é nossa prioridade acompanhar condutas de países desenvolvidos. Porém, face à realidade portuguesa, antes de legislar sobre esta matéria há um longo caminho a percorrer.

Na Finlândia, por exemplo, os animais podem acompanhar os seus donos na grande maioria dos estabelecimentos comerciais, mas quando saímos à rua, e passeamos nas avenidas e jardins, não nos deparamos com dejetos e afins.

Os números relativamente ao abandono de animais e consequentes acidentes de viação e disseminação de doenças também são diminutos.

A nossa prioridade foi a de legislar para que os proprietários dos estabelecimentos comerciais possam vir a ser, verdadeiramente, apelidados de amigos dos animais, alargando, assim, os seus direitos.

Já que a tónica incide nos direitos dos animais, por que não legislar, de forma exigente, em relação aos maus-tratos e utilização dos animais para fins de entretenimento?

Numa altura em que se realizam referendos, relativamente à existência do espetáculo tauromáquico no programa da queima das fitas, a Universidade de Coimbra deu o pontapé de saída votando, notoriamente, contra as garraiadas.

 [LER_MAIS] No que diz respeito às touradas, uma das principais expressões da tauromaquia, parece haver alguma contradição no que à defesa dos direitos dos animais diz respeito, numa sociedade cada vez mais consciencializada e sensibilizada para os mesmos.

Evocamos a arte, a cultura e a tradição quando nos referimos a uma diversão, com indiscutível peso económico, envolta de uma crueldade desmedida assente no regozijo dos participantes, ávidos de sangue na arena, em nome da tão afamada identidade nacional.

É bom relembrar que a tortura e as mortes na fogueira, também elas consideradas tradição, foram banidas no mundo dito civilizado. Não queremos, com toda a certeza, voltar à arena romana nem tão pouco à inquisição.

A cultura não é estática, está em permanente mutação, assim sendo a própria tradição reinventa-se, transforma-se. Tem vindo a manter-se a tradição sob o pretexto de que gostos não se discutem.

Discutem sim! Sobretudo quando implicam desrespeito, violência e crueldade face a um bem maior – a vida.

Está na altura de mantermos alguma decência civilizacional. Não temos, efetivamente, o direito de produzir sofrimento em qualquer animal, e pior, assistir impávidos e serenos à tortura bárbara e ainda apelidá-la de arte, cultura ou tradição, o que nada abona a favor de uma sociedade dita civilizada.

Só demonstra que o mais temível de todos os seres continua a ser o Homem. Há um longo caminho a percorrer, muito antes de proporcionar um bem-estar de "luxo" aos animais, concedendo-lhes uma ida ao restaurante!

Comecemos pelos bens essenciais dos quais dependem a sobrevivência e a vivência condigna de uma sociedade civilizada.

*Socióloga
Texto escrito de acordo com a nova ortografia

Tópicos: ana lúcia ferreiraopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Leiria tem os piores rácios de médicos e enfermeiros

Leiria tem os piores rácios de médicos e enfermeiros

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?