PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Distopia

Paulo José Costa, psicólogo clínico Paulo José Costa, psicólogo clínico
20/04/18 12:04
em Opinião
Distopia
Share on FacebookShare on Twitter
Paulo José Costa, psicólogo clínico

Vivemos na era da distopia. A etimologia da palavra recorda-nos Thomas More, como o autor que cunhou o conceito de utopia. A sua génese é grega e resulta da junção de "ou" – "não" – com o "topos" – "lugar".

O significado exacto seria, então, “lugar nenhum”. Todavia, o seu percursor e seguidores utilizavam o termo para designar um lugar onde tudo funciona perfeitamente. Distopia, porém, é a união de "dys" – "mau, ruim" com "topos" – "lugar". E reflecte o conceito filosófico oposto ao de utopia.

Gregg Webber e Stuart Mill usaram pela primeira vez esta categoria num discurso do parlamento britânico, em 1868. Ainda que remonte a essa época, não poderia ser mais actual esta concepção do mundo e das suas globalidades viciosas, pretensamente conectivas e facilitadoras.

Ainda que ambas as palavras definam futuros imaginados, ficcionais e idealistas, as utopias são pautadas pela fé na justiça, no bem comum e no culminar das misérias humanas. Já as distopias, patenteiam sociedades em que as elites no poder, deliberadamente, subvertem a justiça a favor dos seus interesses.

Ainda que a existência humana e as suas genuínas expressões artísticas e intelectuais, mas também mundividentes, nos relevem esses conceitos bem reais e filosóficos, as sociedades contemporâneas, por intermédio do uso massivo da tecnologia e comunicação, relativizam o conceito de justiça e a crença na bondade humana.

De resto, exploram o instinto básico da saciedade até à exaustão, sem que o controlo seja accionado, atendendo ao modo como actua e condiciona o cérebro humano. Os medos e as esperanças universais, a par do complexo emocional que mobiliza e causa impacto nos indivíduos, possibilitam uma reflexão difusa sobre a vida e o futuro.

 [LER_MAIS] As distopias, além da definição de “um lugar ruim”, sugerem uma estrutura social, bem pior do que a existente no presente.

Contudo, são em si mesmas a cruel expressão da actualidade. Se observamos as condições sociais do mundo actual, podemos encará-las como a distopia de um passado anterior, cuja memória nos mantém alerta, com o propósito de sobreviver, ainda que com um ilusório poder descartável que nos concedeu a técnica. E essa subserviência é muito mais que orgânica, é acéfala.

O pensamento reflexivo desvanece-se na sofreguidão da acessibilidade cibernética e no carácter intuitivo da tecnologia, criada para pretensas necessidades inexistentes na filogenia da espécie humana.

Um indivíduo que viva conscientemente o momento presente, aturdido nessa massificação e torpor, jamais irá deixar de pensar que é anulado, reduzido à ilusão de que está em ligação permanente com um universo distópico.

Ao ser exposto às injustiças, ao terror promovido pelas ditaduras, à exibição gratuita da malícia pelos seus pares, ao pavor das consequências que eclodem no inverso do desenvolvimento técnico e científico, é bem provável que pressinta que num futuro concreto irá submergir a um fenómeno de extinção da humanidade, coarctada de pensamento divergente.

Isto faz-nos reversar sobre o processo de desenvolvimento humano, sobre as expectativas das diferentes sociedades e dos seus contextos educacionais, relacionais, cívicos ou, se preferirmos, civilizacionais.

Psicólogo clínico

Tópicos: opiniãoPaulo Costa

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Era para ser apenas um texto, mas já sobem ao palco há 20 anos

Era para ser apenas um texto, mas já sobem ao palco há 20 anos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?