Tem sido um tema recorrente em reuniões de câmara ou sessões de Assembleia Municipal em vários concelhos da região: a acumulação de lixo junto aos contentores. A falta de civismo pode explicar parte do problema, mas a principal razão é a falta de capacidade de resposta do sistema montado, para fazer face ao aumento da produção de resíduos. Situação que se agravou com a depressão Kristin, que gerou um grande volume de lixo, mas que está também a ser aproveitada por algumas pessoas para “destralhar”.
Os números não deixam margem para dúvidas: Nunca a produção de resíduos foi tão elevada no distrito e no País. Segundo dados disponíveis no portal Pordata, em 2024, foram recolhidas no distrito cerca de 265.192 toneladas de resíduos urbanos, o que inclui os indiferenciado e aqueles que são depositados nos ecopontos, com a finalidade de serem reciclados. Esse é o número mais elevado desde que há registo de dados por concelhos (2002). Nesse ano, o total recolhido rondou a 189.784 toneladas. Comparando esse total com os dados mais recentes, de 2024, houve um aumento de quase 40%.
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