PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Entre marido e mulher

Fernando Ribeiro, músico Fernando Ribeiro, músico
07/02/19 12:02
em Opinião
Entre marido e mulher
Share on FacebookShare on Twitter
Fernando Ribeiro, músico

Mas, é no Brasil, que, agora, se iniciou um movimento conhecido online pela hashtag #meteracolher.

Temos estado todos tão preocupados (e bem) a olhar para o racismo e para os direitos das minorias na qual, se não se importam, incluo os nossos amigos animais, que só a brutalidade dos números de violência doméstica, crua no frio de Janeiro, nos desperta agora para um flagelo social, sublinhado pela impotência das autoridades policiais e judiciais.

Tudo o que se tem feito, embora substancial, quer a nível de campanhas locais e nacionais (só eu já participei em 3!), como quanto ao endurecimento das leis e da vigilância sob pressão das estatísticas e das ONG, não tem sido suficiente.

Se pensarmos um pouco, temos as estruturas e o poder para as aumentar e fortalecer, mas não temos o desenho da obra e não sabemos por onde começar. O mundo tudo desmorona perante uma vitima de violência domestica. Esta é uma vitima “especial” porque não está longe numa guerra, mas na porta ao lado. 

É uma vitima a ter mais em conta do que muitas outras, porque depressa se torna numa casualidade, num número sinistro, num estudo macabro que nos dá a conhecer aquilo que já sabemos e que temos, talvez, vergonha de admitir.

Este debate é muito pessoal, no entanto, não deve ser isso que nos impeça de “meter a colher”, porque na esquina a seguir podemos, sem saber, nos cruzar com uma mulher qualquer cuja vida foi destroçada por um companheiro logo de manhã, antes de ir levar o filho à escola.

Se é importante, como advoga muita gente, “entender” o agressor, reabilitá-lo, apurar das circunstâncias, como aliás manda a moral com que os portugueses entendem a lei; muito mais importante agora, perante tal demonstração de violência enraizada, seria passarmos a uma concreta tolerância zero.

Equipar os nossos magistrados com leis de excepção para a violência doméstica, designar um estatuto especial da vitima mas também do agressor. Para que no primeiro caso, ela desfrute de um acompanhamento profissional e solidário; e que no segundo caso, ele não consiga manobrar a lei para que a pena, já de si leve, não se torne em pena suspensa.

Ademais, criar ou reforçar nas policias que temos, uma unidade especial que se dedique apenas e exclusivamente à prevenção, investigação e repressão da violência domestica. Uma unidade especial, à americana que intimide, imponha respeito e que seja virtuosamente acompanhada por uma moldura legal que funcione, que seja concretamente exequível.

Dotar os estabelecimentos prisionais para culpados de violência doméstica de instalações e filosofias próprias que, conforme o caso, recuperem ou ajudem a corrigir o comportamento dos indivíduos. Viver e governar em sociedade é saber escolher e prioritizar. Não ter dúvidas de como, quando (já!) e porque o faz.

Ser cidadão é aceitar que se trate da psique do agressor quando ele já estiver preso e incapacitado de reincidir. Que se entenda também de vez que para os juízes da velha guarda já não há hipótese e que a sua educação conservadora, a sua cega leitura técnica da justiça não lhe permitirá condenar quem deve.

Saber e apelar, por isso, aos mais novos, magistrados ou estudantes, que façam a diferença, que vejam as suas mães, namoradas, irmãs, crianças com outros olhos que não estes poluídos por visões de agressão mesmo à nossa frente; outros ouvidos que nunca tenham ouvido um marido a bater na mulher e que possam escutar,  entender melhor os apelos do que nós, educados no entre marido e mulher, alguma vez o fizemos.

Falo sempre de mulheres pois são elas que constituem 90% dos casos de violência domestica em Portugal. Todas as teorias de recuperação do agressor, de fazer politica legislativa, tudo quando não seja imediato, devem ficar para depois de prender quem faz mal, para depois de vigiar quem está sinalizado, e de proteger quem está em perigo.

É só isso que interessa. Não é critério, nem ideologia do que se precisa agora mas armas para combater uma vaga de crime.

*músico e líder dos Moonspell

Tópicos: #meteracolherFernando Ribeiroopiniãoviolência de género

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Muros da Europa Teorias

Muros da Europa Teorias

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?