O que Hirondino Pedro mostra no átrio do Teatro José Lúcio da Silva é a ideia que o acompanha “a vida inteira”. Que, através de valores como a proximidade com a Natureza e o afastamento do cinismo, se procura “superar o caminho para a destruição e para a morte”, explica ao JORNAL DE LEIRIA. A pintura toma o lugar do pensamento na exposição (Re) Encantar o Futuro, que abre ao público no sábado, 24 de Outubro, durante a tarde.
Residente no concelho de Leiria, Hirondino Pedro coordena há mais de 30 anos o Atelier das Artes. Está representado na exposição Memória do Sonho, que actualmente pode ser vista no Posto de Turismo de Monte Real, ao lado de outros artistas como Abílio Febra, André Tecedeiro, Horácio Borralho, José Luís Tinoco, José Varatojo, Maria João Franco, Maria Kowalski, Maria Sassetti, Miguel Rondon e Takafumi Kijima.
No TJLS, argumenta-se que “o mundo precisa, como nunca, de ser (re) encantado”. Ou seja, é necessário “contrariar as forças de destruição através da criação de formas, linguagens e relações que devolvam espaço à sensibilidade, à ternura, à liberdade e ao reconhecimento do outro”, pode ler-se no texto de apresentação da exposição. A crença e matriz do trabalho de Hirondino Pedro estabelece que a arte pode participar neste movimento, não por ignorar a violência ou o sofrimento do mundo, mas por abrir caminhos que não se submetam a eles. “Criar é tornar possíveis outras formas de existir, de nos relacionarmos e de habitarmos a Terra. É contribuir para que aquilo que em nós produz cuidado, ligação e renovação possa ganhar força sobre aquilo que produz morte”.
(Re) Encantar é, portanto, “um percurso em que mais do que devolver beleza ao mundo, se materializa a ideia de transformar as condições que desencantam e destroem o mundo para, num delicado fragor, participar na construção de uma civilização que escolha sustentar a vida; a nossa, a vossa, a de todos”.
A inauguração de (Re) Encantar o Futuro está marcada para as 16 horas. A exposição prolonga-se até 30 de Novembro.













