O problema da habitação esteve no centro de uma assembleia popular, realizada no domingo, em Leiria, com o objectivo de preparar a “jornada de luta” marcada para 14 de Novembro na capital de distrito. No encontro, que juntou cerca de 70 pessoas, ficou decidido que, nesse dia, haverá uma concentração na Fonte Luminosa, seguida de uma marcha.
Segundo António Gonçalves, do núcleo de Leiria do movimento Porta a Porta, o objectivo é dar voz aos problemas da habitação na região, que afectam cada vez mais pessoas. “Sentem, sobretudo, os mais novos e os mais velhos que, com a legislação [do arrendamento] agora aprovada, podem ir para o olho da rua de um momento para o outro”, denunciou Fátima Rosa.
Outra participante na assembleia popular alertou para os impactos do disparar dos custos das rendas e das casas nas mulheres, nomeadamente, nas vítimas de violência doméstica que, “sem habitação e sem apoio do Estado, não conseguem deixar os agressores”.
“Sem casa digna acessível e estável muitas mulheres e crianças vêem limitada a sua autonomia e o seu futuro”, reforçou Hélia Veríssimo, enquanto Maria Loureiro considerou “incompreensível” que o Governo “recuse 1% do Orçamento do Estado para políticas de habitação, com rendas acessíveis, e afecte 3% à indústria da morte”.
Entre as reivindicações apresentadas, e que servirão de base ao protesto de 14 de Novembro, está o reforço do investimento em habitação pública, e o impedir que as alterações à lei do arrendamento, já aprovadas na generalidade pela Assembleia da República, passem na votação na especialidade. Segundo António Gonçalves, pede-se ainda que os lucros da banca paguem o acréscimo da taxa de juros.













