PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Economia

Joaquim Paulo Conceição: “Era suposto estarmos mortos”

Raquel de Sousa Silva Raquel de Sousa Silva
06/12/18 12:12
em Economia
Joaquim Paulo Conceição: “Era suposto estarmos mortos”
Share on FacebookShare on Twitter

Por que é que não foi ainda possível terminar a reestruturação financeira na área da construção?
Por vários motivos. Em quatro anos apanhámos administrações diferentes nos três bancos com os quais estamos a negociar (BCP, CGD, NB). Os próprios bancos passaram por situações de necessidade de financiamento pós troika e houve ainda toda a questão relacionada com o Novo Banco. Na minha opinião, a partir de determinada altura alguns dos bancos passaram a ter medo. Depois da Operação Marquês, não só os bancos, mas também alguns fornecedores, acharam que íamos mesmo cair. E por isso não valeria a pena fazer a reestruturação. Posso estar a ser injusto, mas senti isso. E não só dos bancos, também na nossa terra. Mas depois passou 2015, 2016, 2017, estamos em 2018 e não caímos. Por outro lado, a CGD foi muito auditada por ligações e favorecimentos a algum tipo de financiamento. Nunca pedimos dinheiro para comprar acções e especular. Pedimos dinheiro para produzir. Mas depois, com a história da Operação Marquês, foi tudo para o mesmo monte. Todas estas questões tiveram impacto e não vale a pena estarmos com histórias. Foi a Operação Marquês, a derrocada do sector das obras em Portugal e a questão do preço do petróleo. Foi um vendaval perfeito. Mas lá fomos sobrevivendo, porque sem conseguirmos garantias bancárias para ir a concursos era suposto estarmos mortos. Aliás, na opinião de alguns já estávamos mortos em 2010.

Recorrer a um Plano Especial de Revitalização (PER) nunca foi uma hipótese?
A partir de determinada altura podia ter sido o melhor. Foi o que fizeram todas as nossas congéneres, com excepção da Teixeira Duarte e da Mota. Assim resistíamos a pedidos de insolvência, injunções, acções em tribunal. Mas sempre lutei para que essa hipótese não acontecesse, apesar de alguns dos bancos quererem forçar-nos a fazê-lo. Porque quando as empresas entram em PER a banca põe-as numa espécie de prateleira, de limbo. É basicamente pôr numa salgadeira até que estejam mortas. Até final de 2016 limpámos todos os incumprimentos que tínhamos na banca, mesmo na área das construções. Tentámos sempre evitar o PER e continua a não estar em cima da mesa. Não podemos nunca dizer 'desta água não beberemos', mas se não o tivemos até agora dificilmente o teremos a partir de agora.

A compra da Abrantina, em 2007, foi um mau negócio?
Sim. Foi bem pensada estrategicamente, porque era a forma de sermos a segunda maior empresa em termos de dimensão. Na altura ainda não se antevia a crise. Pelo contrário, antevia-se um novo aeroporto, mais estradas, o TGV, um conjunto de outros investimentos. A compra foi estrategicamente bem pensada, mas tecnicamente mal executada. A Abrantina ficou fora da esfera de consolidação do grupo durante tempo de mais. Só em 2012 foi feita a integração. Tinha 300 milhões de euros de buraco. Se não tivesse havido aquela crise profunda, e o mercado tivesse sido o que se esperava, ter-se-ia conseguido dar a volta, com as obras ganhas. Só no TVG, a parte que iríamos fazer eram 750 milhões de euros. O problema é que se comprou a empresa com um buraco daqueles e logo a seguir o mercado entrou numa hecatombe brutal. Ficou dívida a mais para negócio a menos. A dívida da Lena Engenharia e Construções de que falamos hoje inclui a Abrantina, ninguém nos perdoou dívida nenhuma.

A empresa tinha ganho várias obras públicas que não avançaram...
No TGV, tínnhamos ganho a obra da linha de Caia. Também fazíamos parte do consórcio para o novo aeroporto. Portugal desapareceu para a obra pública há muito tempo. Participámos naquilo que houve de mais relevante nas últimas, a mais importante das quais o túnel do Marão, mas depois deixou de haver grandes obras. Apesar desta quebra do investimento público ainda há muitas empresas, e a maior parte delas vai para concursos como bombistas suicidas, com margens negativas. O que gostava, mantendo-se a situação assim, é um dia destes deixar de facturar em Portugal nas construções e estar apenas em países onde há necessidade de infra-estruturas, como Angola, Venezuela, Argélia e outros países com petróleo, porque se verifica uma tendência de subida dos preços, e estes países vão voltar a ter divisas para pagar dívidas e pôr investimento público a correr. Será possível fazer obra, não para ganhar rios de dinheiro, que isso não voltará a acontecer, mas para, pelo menos, não perder. Porque em Portugal, hoje, não é fácil fazer obra pública a ganhar dinheiro.

 

 

Tópicos: economiaentrevistajoaquim paulo conceiçãolena

RELACIONADOS

Pombal expande Zona Industrial da Guia
Economia

Pombal expande Zona Industrial da Guia

Setembro 10, 2026
Filipe Sales: “Queremos relançar e reafirmar Peniche como capital da onda”
Entrevista

Filipe Sales: “Queremos relançar e reafirmar Peniche como capital da onda”

Setembro 10, 2026
Sem medo de crescer: Incentea deixou de ser PME e é small mid cap
Economia

Sem medo de crescer: Incentea deixou de ser PME e é small mid cap

Setembro 7, 2026
Próxima publicação
Nós… as crianças!

Nós… as crianças!

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?