PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Sociedade

José Dinis: “Ter um diagnóstico de cancro não é igual a tratamento”

O coordenador da Unidade de Investigação Clínica do Instituto Português de Oncologia do Porto considera que os doentes têm o direito a ter acesso a ensaios clínicos

Elisabete Cruz Elisabete Cruz
30 de Março de 2017
em Sociedade
José Dinis: “Ter um diagnóstico de cancro não é igual a tratamento”
José Dinis: “Ter um diagnóstico de cancro não é igual a tratamento”
Share on FacebookShare on Twitter

De que forma tem contribuído a Unidade de Investigação Clínica do Porto para o desenvolvimento de novas terapias para o tratamento da oncologia?
Sendo esta uma doença que, muitas vezes, põe em perigo a vida e que suscita grande temor, o aparecimento de um novo tratamento, quando os outros todos já estão ultrapassados, é sempre uma nova esperança. Esta unidade de investigação clínica é super especializada nos ensaios clínicos, entendidos como intervenção. A grande novidade é mudar alguma coisa para ver se tem algum impacto. Não há investigadores profissionais, pois a investigação tem que fluir normalmente na nossa prática médica com os doentes. O Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, fazendo parte da organização europeia de investigação em campo, foi implementando esta prática clínica no hospital. Em 2006, à semelhança do que estava a acontecer nos outros hospitais europeus semelhantes a este, profissionalizámos os ensaios. A maior parte dos estudos são internacionais, o que significa que decorrem aqui e em centenas de hospitais espalhados pelo mundo inteiro, com exigências muito próprias e em que são muitas vezes competitivos.

Quantos ensaios já realizaram?
Já temos mais de 1500 doentes envolvidos. Temos sempre à volta de 150 a 200 doentes novos por ano. Queremos ainda mais, mas os outros hospitais a nível mundial também querem. É um mundo competitivo. Temos que ser bons, temos que recrutar e cumprir com as performances, até porque estes estudos são permanentemente auditados.

O que vos diferencia de outras unidades?
Não estamos aqui para nos diferenciar, mas para melhorar. O nosso objectivo é que mais ensaios venham para Portugal. Não temos mais ensaios por falta de centros competitivos. Podemos ter um hospital que tem dois ou três ensaios, mas isso não chega. É preciso cada hospital comprometer-se com um número e cumpri-lo. Por muito que os médicos queiram, se os conselhos de administração não lhes proporcionarem as condições, não é possível. Além disso, ter acesso a ensaios clínicos é um direito que os doentes têm. Não é só na oncologia, que vale 40% da investigação. Em doenças fatais isto é crítico. Quando dizemos que há um tratamento novo, que é seguro e que esse é o tratamento que se deve fazer, é porque já houve várias fases que o provaram e para isso só há uma maneira: é fazê-lo com doentes. Muitas vezes até com voluntários saudáveis e isto não é isento de riscos. Veja-se o caso da Bial. Foi uma infelicidade, mas pode acontecer. O que queremos é que aconteça poucas vezes. A esmagadora maioria dos ensaios são seguros.

A principal preocupação da investigação é a cura de doenças?
No cancro nunca me ouvirão dizer a palavra cura, porque o cancro faz parte do nosso envelhecimento. Temos uma maquinaria que percebe se a célula que se dividiu é igual à que a precedeu e quando não é tem capacidade para a eliminar. Mas à medida que vamos envelhecendo vamos tendo mais células estragadas. As neoplasias são uma tentativa de as células se adaptarem a uma nova realidade que não queremos. O tumor é um ser que ganha vida, autonomia e tem uma capacidade brutal de se metastizar. É como se fosse um ser estranho que vai tomando conta do nosso corpo. Isso é um processo que vai aumentando à medida que vamos envelhecendo. Claro que há os tumores pediátricos, que são erros inatos que nasceram com as pessoas. O cancro é o jogo da probabilidade. Ter um cancro é como sair o totoloto. Joga-se todas as semanas no totoloto e tem de se ter os seis números. Se houvesse sete sorteios semanais, teria sete vezes mais probabilidade de ter prémio. Agora imagine-se a cada segundo estar a ver essa probabilidade aumentar (que não nos interessa). Ela pode-nos sair e à medida que vamos envelhecendo vamos
jogando mais vezes a sorte.

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo.

Tópicos: cancroensaiosclinicosoncologia
PartilharTweet

Mais informação

Foto: CML
Saúde

Leiria associa-se ao Outubro Rosa e apela à participação em caminhada

29 de Setembro de 2026
Doentes oncológicos sofrem com tratamentos e olhares indiscretos
Abertura

Doentes oncológicos sofrem com tratamentos e olhares indiscretos

10 de Setembro de 2026
Fábio Rosa foi distinguido com o Prémio Inovação e Ciência 2026, atribuído pelo Instituto de Bio-Inovação dinamarquês
Sociedade

Cientista de Leiria pesquisa na Suécia uma nova terapia contra o cancro

12 de Junho de 2026
Próxima publicação
Violência no passado e no presente

Violência no passado e no presente

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?