PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Massacre silencioso

João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
21/02/19 12:02
em Opinião
Massacre silencioso
Share on FacebookShare on Twitter
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO

O número de mulheres vítimas de violência doméstica voltou a estar na ordem do dia. São dados que nos deveriam envergonhar a todos. Não pela quantidade de casos ocorridos desde o início do ano, que um só já seria de mais, mas porque este massacre silencioso se repete dia após dia e ninguém nem nada o parece conseguir travar.

Muitas têm sido as explicações dadas para o fenómeno. Algumas fundamentadas no saber técnico e especializado, outras apenas no saber empírico.

Todas elas tentam apresentar soluções possíveis para travar esta desumanidade, esta coisa bárbara que é a de haver uns homens – que o são apenas de nome – capazes de humilhar, maltratar, escravizar, violar, matar as mulheres que se cruzam na sua vida.

E elas são as mães dos seus filhos, as suas próprias filhas, as esposas, as companheiras, as colegas. São elas, as vítimas, a representação de todas as mulheres que estes energúmenos, na sua virilidade flácida, se acham no direito de olhar de cima para baixo.

Naturalmente que não tenho a pretensão de aqui apresentar uma solução. Seria apenas mais uma, inútil e pouco credível, quando outros mais sabedores terão já, por estudo e ciência, refletido sobre o tema.

Assim, é tãosomente o modesto entendimento sobre uma realidade que diariamente eu e a minha equipa clínica nos confrontamos. Sempre e sempre com amargura, com um sentir de impotência, de não podermos agir direta e imediatamente face a uma cruel realidade que ultrapassa a nossa possibilidade de intervenção.

São mulheres, crianças e adolescentes que nos descrevem um clima de tortura permanente que vivem em sua casa e nas suas relações. Por vezes tão subtil que quase indizível mas sempre muito difícil de provar.

Perversa, sempre!  [LER_MAIS] Há um velho aforismo que prega que para grandes males, grandes remédios. Talvez?

A experiência da vida nem sempre mo confirmou. Pelo contrário, tenho a convicção que as grandes mudanças se operam nos pequenos gestos, continuados, persistentes, somados um a um até fazerem um todo maior.

Costumo lembrar a algumas destas vítimas que se sentirão como ilhas, mas que várias delas quando juntas já são um arquipélago, um corpo visível, palpável e cuja voz se poderá fazer ouvir.

Amiúde nos escandalizamos quando temos notícia de outras paragens, culturas, civilizações, onde as mulheres e as crianças são entendidas como seres menores.

Discutimos o assunto, empolgamo-nos, voluntariamo-nos para mudar tal barbárie. Tudo isto, claro está, no conforto da nossa roda de amigos, à mesa do café. E ao nosso lado?

A bravata é consistente ou é preferível desviar o olhar e fingir que não vimos? Quantas vezes nos escudamos no gasto “isso é lá com eles” ou no cobarde “entre marido e mulher não ponhas a colher”? Basta.

Que cada um de nós tenha a coragem de querer mudar este estado de coisas. Que cada um de nós diga, intervenha, manifeste o seu desconforto quando na roda de amigos, no local de trabalho, na escola, na rua, onde quer que seja, testemunhe alguém que maltrata ou que perpetue um pensamento ou discurso que leve à aceitação de quaisquer recursos para dominar e infligir dano a outro.

Que cada um de nós assuma o compromisso de uma cultura cívica que deixará como herança. Não intervir quando somos testemunhas de alguém que maltrata o outro é pactuar, é ser cúmplice deste massacre silencioso.

*Psicólogo clínico
Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: João Lázaroopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Flexibilidade nos horários ajudaria  vida pessoal. Lei permite, mas nem sempre é aplicada

Flexibilidade nos horários ajudaria vida pessoal. Lei permite, mas nem sempre é aplicada

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?