Baseada no trágico mito grego de Orfeu em que o músico desce ao submundo para resgatar a sua esposa, Eurídice, a ópera Orfeu e Eurídice, de Christoph Willibald Gluck com libreto de Ranieri de’ Calzabigi, originalmente estreada no século XVIII, encerra a edição de 2026 do Festival de Ópera de Óbidos.
Estão previstas duas apresentações: sábado, 19 de Setembro, pelas 20 horas, e domingo, dia 20, às 18 horas, ambas no Convento de São Miguel das Gaeiras.
A direcção musical é de Pedro Carneiro, a encenação e cenografia de Carlos Antunes e a coreografia de Teresa Simas.
O papel de Orfeu é interpretado pela brasileira Luisa Francesconi, apresentada pela organização como uma das principais mezzo-sopranos brasileiras da sua geração.
Também com uma carreira internacional de mais de duas décadas, a portuguesa Ana Quintans interpretará Eurídice.
O elenco conta ainda a cantora Luísa Francesconi.
Figurinos de José António Tenente
“À encenação e cenografia de Carlos Antunes junta-se um corpo de dez bailarinos, com coreografia de Teresa Simas, num diálogo entre música, canto e movimento que acrescenta uma dimensão performativa à narrativa”, é referido na nota de divulgação. “O Coro Voces Cælestes dá voz às várias figuras que acompanham a jornada de Orfeu — pastores e ninfas, fúrias e espectros infernais, heróis e heroínas dos Campos Elísios e seguidores de Orfeu. A interpretação musical estará a cargo da Orquestra de Câmara Portuguesa, sob direcção musical de Pedro Carneiro. Os figurinos são assinados por José António Tenente”.
“Esta ópera acompanha Orfeu na sua descida ao submundo para recuperar Eurídice, numa travessia entre a vida e a morte, a luz e as trevas, em que a música se torna força de transformação e esperança. Obra fundamental do período Clássico, Orfeu é também um marco na reforma da ópera, pela sua clareza dramática e força expressiva. Na produção criada para o Festival, o encenador Carlos Antunes cruza solistas, coro, orquestra e dança com uma impactante componente visual alicerçada em vídeo, para dar uma nova dimensão ao mito de Orfeu e à sua luta contra o impossível. Um mito clássico que continua a inspirar-nos, lembrando-nos que o poder do amor e a catarse que a arte proporciona podem ser mais fortes do que a própria morte”, avança a organização.
O Festival de Ópera de Óbidos 2026 é uma iniciativa da ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, em parceria estratégica com a Câmara Municipal de Óbidos.









