PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Mudar de rumo – O mau Governo

Henrique Neto Henrique Neto
19/11/15 12:11
em Opinião
Mudar de rumo – O mau Governo
Share on FacebookShare on Twitter
Henrique Neto

Em Portugal os maus governos têm sido uma constante desde a eleição de Cavaco Silva como Primeiro Ministro, porque apesar de todos terem feito coisas acertadas e dentro dos padrões normais da governação, são os erros e as omissões graves que fazem a diferença e que nos atrasam relativamente aos outros povos. De facto, no caso português, os erros e as omissões foram de tal ordem que conduziram Portugal a ter de pedir por três vezes ajuda externa, o que representa uma grave confissão de incompetência. Com a nota de que nenhum primeiro ministro aceitou que a culpa seria do seu governo e todos acusaram os governos anteriores, quando de facto todos foram maus governos e na generalidade fizeram o contrário do que deviam.

A omissão mais grave foi a inexistência de uma estratégia nacional consensualizada com a sociedade, que retirou sentido de direcção à governação dos últimos trinta anos, o que, por sua vez, foi o resultado de nenhum primeiro ministro português, desse período, ter dimensão de estadista, o que normalmente se caracteriza por governar para o futuro. De facto, durante este período, a generalidade das decisões governativas foram a cópia de modelos estrangeiros do passado ou assumidas pela pressão dos acontecimentos internos e externos, estes com origem na União Europeia, decisões frequentemente desadequadas à realidade portuguesa.

Para compreender esta realidade basta perguntar que marca distintiva e positiva foi deixada pelos governos depois da adesão à União Europeia, por exemplo, semelhante à deixada por Veiga Simão, um estadista, através da reforma do ensino no Governo de Marcelo Caetano? Recordo-me apenas de Luís Mira Amaral como Ministro da Indústria, um grande ministro, que não se deixou influenciar pelas directivas europeias e teve a visão suficiente para criar um futuro à indústria portuguesa, tendo para isso que resistir a Cavaco Silva.

A lista dos erros é extensa e talvez se justifique a sua enumeração para se compreender melhor aquilo de que estamos a falar e a sua influência no atraso português, que sucessivos governos não souberam vencer, erros que começaram com as nacionalizações no período anterior. Recordemos alguns:

1- As privatizações feitas a baixo preço, para reforçar os grupos económicos nacionais, iniciou um sistema de privilégio aos sectores de bens não transaccionáveis no mercado interno, reduzindo o necessário ímpeto para a exportação iniciado no período da EFTA. Tratou-se de um erro que ainda hoje penaliza a economia portuguesa, por via das rendas pagas a algumas dessas empresas, mais isenções fiscais e apoios diversos, tudo com repercussão na competitividade dos sectores de bens transaccionáveis e exportadores, através do aumento dos seus custos em energia, telecomunicações, impostos e gastos financeiros.

2- A obsessão com as obras públicas, iniciada por Cavaco Silva, afectou todos os governos até ao actual Governo PSD/CDS, obras feitas sem qualquer estratégia económica, que criaram uma indústria de construção sobredimensionada e insustentável, que esteve na origem do desemprego actualmente existente e do endividamento externo. Como parte desse desvario desenvolvimentista está a construção destinada à habitação e a política de solos, que permitiu que a especulação dos terrenos na periferia das cidades descambasse em corrupção, à custa do abandono dos centros históricos das nossas cidades. O que poderia e deveria ter sido evitado através da penalização fiscal das mais valias resultantes, como acontece noutros países.

3 – A preferência pelo transporte rodoviário privado, em vez da mobilidade pela via do transporte colectivo ferroviário, foi outro erro, com efeitos negativos na competitividade da economia portuguesa por várias razões: aumentou enormemente o consumo de combustíveis fosseis importados e a poluição atmosférica; criou um custo elevado na balança de pagamentos através da importação de automóveis, quando ao tempo a ferrovia tinha uma elevada incorporação nacional; facilitou a mobilidade interna e o mercado interno e prejudicou a mobilidade externa e as exportações.

Na próxima edição continuaremos a enumeração dos erros governamentais que nos conduziram à actual crise e, a propósito, gostaria que eventuais defensores dos governos viessem, sustentadamente, contrariar os factos que aqui descrevo.

Empresário

Tópicos: henriquenetoopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Mostra de doces e licores com a maior projecção de video mapping feita em Portugal

Mostra de doces e licores com a maior projecção de video mapping feita em Portugal

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?