A aposta no turismo religioso vai ser ainda maior nos próximos anos.
A promessa é do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, que à margem da 30.ª Feira Nacional do Artesanato de Pombal se pronunciou sobre a criação do “Caminho de Santiago do Ocidente”, alternativa ao “Caminho Central Português”.
Esta alternativa, ainda em aprovação, parte de Sacavém e conduz os peregrinos, ao longo de 278 quilómetros, por Torres Vedras, Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça, Batalha, Leiria, Pombal e Soure, antes de ligar de novo ao principal trajecto, em Coimbra.
“A região Centro é talvez aquela que tem maiores condições de estruturar o turismo religioso como produto, construindo a narrativa e a capacidade de este ser fruído e ‘vendável’. Este território tem, desde logo, Fátima, o que faz com que os caminhos de Santiago e o do santuário mariano possam ter dois sentidos. Sempre foi nosso objectivo criar uma narrativa que permita aos peregrinos de outros caminhos, seja o Francês, Inglês ou Alemão, vir até Portugal e à região de Leiria”, afirmou Pedro Machado.
“Portugal está a ser mais procurado em mercados emergentes, como o dos Estados Unidos, do Canadá, do México, da Argentina, e em particular da Colômbia. Estou convencido que a Associação dos Caminhos de Fátima, liderada pelo município de Pombal, tem as condições para fazer a ligação entre o caminho de Fátima e os de Santiago e, porque não dizê-lo, a aposta no turismo judaico? Este ‘triângulo virtuoso ’Fátima-Santiago-Judaico é de um enorme potencial”.
[LER_MAIS]Relativamente à abertura de novas unidades hoteleiras na região e em concelhos como Alvaiázere, no Caminho Central, o secretário de Estado recordou que, em 2024, o número de peregrinos de Santiago com origem em Portugal ultrapassou as 115 mil pessoas.
“A tendência é para crescer e com o aumento do afluxo que temos em Portugal, tenho a certeza absoluta que este número aumentou em 2025. Mais pessoas a chegar e a fazer o caminho, são mais pessoas a comer, a dormir e a visitar, o que abre as portas para haver mais necessidade de alojamento e restauração”.










