PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

O impacto psicológico da tempestade Kristin em Leiria

Joana Alves, Psicóloga Clínica Forense Joana Alves, Psicóloga Clínica Forense
24/03/26 09:03
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Joana Alves, Psicóloga Clínica Forense

Inserida num ciclo de fenómenos meteorológicos cada vez mais severos, a Tempestade Kristin deixou no distrito de Leiria um rasto evidente de destruição material: árvores derrubadas, vias condicionadas, infraestruturas danificadas e longos períodos sem fornecimento de eletricidade e/ou água.

Contudo, para além das perdas físicas e dos constrangimentos sofridos, emergiu um impacto menos visível, mas tão significativo — o impacto psicológico.

Habitações danificadas, empresas paralisadas e famílias obrigadas a reorganizar, de imediato, todos os aspetos centrais do seu quotidiano.

Em inúmeros casos, os prejuízos não se limitaram a danos materiais: instalou-se a incerteza sobre o futuro, o receio de não recuperar o que foi perdido e um peso emocional difícil de expressar.

O corpo permanece em estado de alerta dias após o desastre, enquanto a mente tende a antecipar ameaças, ativando mecanismos de sobrevivência que, embora úteis no momento de perigo, se tornam desgastantes quando prolongados.

Mesmo aqueles que não sofreram danos diretos podem ter experienciado perturbações do sono, irritabilidade ou uma sensação persistente de inquietação.

A instabilidade provocada por fenómenos climáticos extremos instala a perceção de perda de controlo e abala a segurança individual e coletiva.

Sempre que essa segurança é fragilizada, a saúde mental sofre consequências profundas.

O pensamento persistente — “e se voltar a acontecer?” — intensifica a ansiedade, enquanto a exposição contínua a notícias e imagens de destruição mantém a mente em estado de alerta, levando muitas pessoas a reviver repetidamente os momentos de maior tensão, mesmo quando já se encontram em ambiente seguro.

Sentir-se abalado após um evento desta magnitude não representa fragilidade; pelo contrário, é uma reação humana e natural.

Reconhecer e validar estas emoções constitui o primeiro passo para a recuperação psicológica e para o restabelecimento do equilíbrio interno.

Embora não seja possível impedir fenómenos climáticos extremos, existem práticas que ajudam o corpo e a mente a regressarem gradualmente ao estado de segurança.

Entre elas destacam-se os exercícios de respiração lenta e profunda, a redução do consumo de notícias relacionadas com a catástrofe e o estabelecimento de uma rotina de sono consistente.

Estas estratégias não eliminam o impacto da tempestade, mas contribuem para uma recuperação progressiva da estabilidade emocional, essencial ao bem-estar psicológico.

É igualmente importante reconhecer quando o impacto emocional começa a interferir de forma significativa no quotidiano.

Entre os sinais de alerta mais comuns encontram-se a ansiedade, memórias intrusivas, perturbações do sono, irritabilidade ou alterações de humor, cansaço emocional ou físico constante, dificuldades de concentração e/ou atenção e queixas físicas sem causa médica evidente.

Caso estes sintomas se prolonguem por várias semanas ou comprometam o desempenho laboral, as relações interpessoais ou o bem-estar geral, procurar acompanhamento psicológico especializado torna-se fundamental.

Apesar dos estragos, a tempestade revelou também o melhor da comunidade.

A colaboração entre vizinhos na limpeza e desobstrução das vias, famílias a acolherem pessoas em necessidade e cidadãos que verificaram o bem-estar daqueles mais vulneráveis demonstram a força do espírito solidário local.

Este apoio social é reconhecido como um dos pilares fundamentais da saúde mental. Falar sobre o que se sentiu, procurar apoio ou oferecer ajuda aproxima as pessoas e reforça a sensação de pertença e segurança — fatores determinantes numa fase de reconstrução coletiva.

Leiria está, gradualmente, a recuperar dos danos materiais provocados pela Tempestade Kristin.

No entanto, cuidar da saúde mental faz parte deste processo de recuperação, e pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem.

Tópicos: joana alvesKristinopiniãopsicologiatrauma

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Domar o Fogo: Itália na festa da cerâmica, cutelaria e gastronomia

Domar o Fogo: Itália na festa da cerâmica, cutelaria e gastronomia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?