PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

O precariado – uma nova classe perigosa (?)

Manuel Gomes, economista Manuel Gomes, economista
13/12/18 12:12
em Opinião
O precariado – uma nova classe perigosa (?)
Share on FacebookShare on Twitter
Manuel Gomes, economista

No meu último artigo no JORNAL DE LEIRIA, escrevi umas breves notas sobre o encontro da Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Setembro passado, sob o tema “O trabalho dá que pensar”.

Antecedendo esse encontro, a Fundação disponibilizou na internet uma publicação com dez entrevistas a pensadores deste tema do futuro do trabalho.

Para o texto de hoje, escolhi a entrevista conduzida por Rui Tavares a Guy Standing, economista formado em Inglaterra e nos EUA e que trabalhou largos anos na Organização Internacional do Trabalho, autor de uma vintena de livros sobre globalização, sindicalismo, desigualdades e ecologia sendo, igualmente, um destacado defensor do Rendimento Básico Incondicional.

O termo precariado apareceu pela primeira vez em 1980 para se referir aos trabalhadores temporários ou sazonais, mas o conceito foi evoluindo cabendo a Standing o mérito de o trazer para o âmbito académico.

Hoje existe um vasto acervo de literatura económica e sociológica sobre este tema, visto de várias perspectivas e com enquadramentos diferentes relativamente ao seu significado e génese.

O termo precariado é um neologismo formado a partir da combinação do adjectivo precário com o substantivo proletariado, mas Standing defende que o precariado é muito diferente do proletariado que foi “deliberadamente proletarizado para que fornecesse trabalho estável em contrapartida de salários, benefícios e contratos colectivos”.

Ao contrário, o precariado está habituado a ver o trabalho como instável por natureza, “uberizado”, sem local de trabalho ou horários, realizando trabalhos com qualidade muito inferior às suas qualificações, não têm nenhuma certeza sobre o rumo a dar à sua vida e têm de se sustentar, normalmente, só com salários em dinheiro, enquanto o proletariado recebe parte do seus rendimento em benefícios laborais e sociais. E o dinheiro tem perdido muito valor nos últimos anos.

Como resultado o precariado tem vindo a perder os direitos de cidadão num Estado de Direito, percorrendo um caminho inverso ao do proletariado.

Qual a esperança de viverem na sua casa, casar e ter filhos se nem sequer têm os mesmos direitos dos seus pais, mesmo dos que faziam parte do proletariado industrial?

Assim, olham para o passado com nostalgia, ficando sensíveis aos discursos de Trump, Le Pen e outros neofascistas que vão sendo eleitos um pouco por toda a Europa.

Será o precariado uma classe perigosa, como afirma Standing? A verdade é que essa classe se manifesta cada vez mais, mas não tem um projecto, um líder nem uma instituição que os enquadre e defenda.

Mesmo os sindicatos continuam focalizados na conquista de mais salários e benefícios para o proletariado, ou melhor, para a “aristocracia do proletariado”, ignorando o precariado, correndo o risco de desaparecerem com o desaparecimento dos partidos social-democratas e socialistas.

Neste quadro, as manifestações do precariado vão resvalando para a violência gratuita.

*Economista

Tópicos: Manuel Gomesopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Novares investe dois milhões em  Leiria para “assegurar futuro”

Novares investe dois milhões em Leiria para “assegurar futuro”

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?