PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Os políticos e a mentira

Raul Testa, UX Architect e Deputado Municipal em Leiria Raul Testa, UX Architect e Deputado Municipal em Leiria
01/06/18 12:06
em Opinião
Os políticos e a mentira
Share on FacebookShare on Twitter
Raul Testa, UX Architect e Deputado Municipal em Leiria

Existe uma convicção culturalmente enraizada em nós que associa a política à mentira. A verdade é que, tanto políticos como público em geral, todos estamos a matar a verdade. Um artigo do ano passado na Scientific American mostranos números preocupantes.

Com a confiança na capacidade de fact-checking pelos media tradicionais a descer para mínimos históricos (atualmente apenas cerca de 29% das pessoas acreditam na capacidade da imprensa de confirmar a veracidade dos factos que noticia) cresce o número de cidadãos cuja principal fonte de informação são as redes sociais (cerca de 63% da população).

A universidade de Stanford mostra noutro estudo que a larga maioria dos utilizadores de redes sociais não conseguem identificar fake news e isso constitui um problema de proporções desconcertantes. E é aqui que entram os políticos.

Desde sempre que a prioridade de políticos populistas foi ganhar eleições e não dizer a verdade. Antigamente tinham que ser mais verdadeiros pelo simples facto de terem dezenas de jornalistas a investigarem os seus percursos e o facto de serem apanhados em mentiras era altamente danoso para a sua reputação.

Ora, se a imprensa já não tem a confiança do público em geral, já não consegue cumprir o seu papel de gate-keeping (guardiã da verdade), o que significa que o que as redes sociais fizeram foi libertar os políticos sem escrúpulos para mentirem e distorcerem factos consoante lhes der mais jeito. Mentir passou a ser uma atitude altamente compensatória.

De repente, os políticos deixaram de ter a imprensa entre eles e os eleitores constantemente a  [LER_MAIS] dizer o que é verdade e o que é mentira e cada vez mais estão a explorar esse facto. É isto que se quer dizer quando se menciona a época da pós-verdade.

Esta crise da imprensa e a criação das ecochambers  (câmaras de eco) através dos algoritmos implementados pelas redes sociais, que apenas nos mostram opiniões semelhantes às nossas, poderão estar a dar um empurrão decisivo em direção ao aprofundamento da polarização ideológica, que se caracteriza genericamente por uma crescente divergência de atitudes e pensamento político por parte do público em geral, que tem como consequência o enfraquecimento de posições moderadas e o reforço de posições extremas.

Uma análise histórica mostra-nos que uma alta polarização ideológica costuma ser inimiga da democracia e antecede frequentemente à instauração de regimes ditatoriais.

Cabe-nos a nós, o povo, mudar isto.

Cabe-nos verificar a credibilidade dos órgãos de comunicação social que lemos e especialmente aqueles que partilhamos. É possível continuar a confiar na imprensa tradicional, simplesmente agora temos que pesquisar um pouco mais.

Está na nossa mão não ver e comprar nada que seja de meios de comunicação social sensacionalista mas, mais do que isso, está na nossa mão exigir que os meios de comunicação social não sensacionalista não pratiquem o sensacionalismo.

Cabe-nos, como contribuintes, exigir que a RTP faça o papel de gatekeeping que se espera da imprensa. Gostamos muito de ter redes sociais que nos liguem facilmente a todos os outros seres humanos com internet, agora temos que mudar os nossos comportamentos de forma a não cairmos nestas armadilhas, algo que pode comprometer a nossa democracia e, consequentemente os nossos direitos, liberdades e garantias.

*Jurista
Texto escrito de acordo com a nova ortografia

Tópicos: opiniãoRaul Testa

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Rafael Cardeira acelera pelo Sporting

Rafael Cardeira acelera pelo Sporting

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?