PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Pensamentos à deriva

Cláudia Camponez, psicóloga educacional Cláudia Camponez, psicóloga educacional
30/03/24 02:03
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Cláudia Camponez, psicóloga educacional

Confesso que às vezes não reservo o devido tempo/atenção a certos assuntos, sejam eles sérios ou banais. Vou empurrando para outra altura, mesmo que esteja tudo ali à mão de semear, e só lhes atribuo a verdadeira relevância em SOS. Posso incluir aqui orientar-me sozinha numa cidade onde já passeei inúmeras vezes, mas guiada por terceiros; confecionar um prato que já vi repetidamente fazer; ou até mesmo decidir em quem votar nestas últimas legislativas, por exemplo. Só quando realmente preciso, penso na importância do trabalho prévio e aí sim, obrigatoriamente, olho com olhos de ver, pois a necessidade não espera e só de mim depende. Talvez assim eu me permita fazer porque sei que a informação estará sempre disponível noutro momento que não aquele. É o logo se vê do agora não.

Enfim, há coisas difíceis de mudar e modos de funcionamento que assumidamente consideramos desadequados, mas que apesar de tudo tendemos a manter. É assim a vida, a imperfeição é uma garantia.

Eu lido a toda a hora com pensamentos que concorrem com o usufruto pleno da experiência principal. A toda a hora talvez seja exagero, mas acontece frequentemente. Se alguém me conduz por ruas e ruelas numa cidade desconhecida eu aproveito para olhar além disso. Não decoro cruzamentos nem sinaléticas, mas sei que música se ouvia na rádio enquanto dava conta das cores do casario. Se alguém cozinha, eu confio. Vejo, mas não guardo. Foco-me nas sensações e assumo antes outras tarefas que complementam a refeição. Quanto ao decidir em quem votar, aí a história já é outra, com implicações internas e sociais maiores. Não é distração, inércia ou foco noutros pormenores. Votar é um assunto sério. É na realidade um privilégio, pois qualquer escolha implica, em si mesma, liberdade para o fazer. Então porquê tanta resistência da minha parte? Com tanto tempo para me inteirar porquê guardar para a última? Porque implica reflexão e sentido de responsabilidade? Porque tinha dúvidas e medos? Porque desacredito no sistema?

Por várias vezes peguei nos pdfs dos programas eleitorais, não em todos, porque apesar de dúvidas também tinha certezas, e às tantas dei por mim a fazer outra viagem: “O que não pode mesmo deixar de funcionar?”, “O que não pode mesmo falhar?”. “A saúde em detrimento de tudo o resto”, respondi nos meus botões. E de repente, já não me focava em quem votar, mas sim nas queixas das pessoas que me são próximas no que às respostas de saúde diz respeito. Larguei os programas eleitorais e debrucei-me antes nesta desilusão a que se assiste…

A lei contempla a proteção da saúde para todos, de forma digna do princípio ao fim. Proteção, promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, cuidados continuados e paliativos. Acesso a cuidados adequados a cada situação, com prontidão e no tempo clinicamente aceitável. É ainda um direito sermos informados de forma adequada, acessível, objetiva, completa e inteligível, e ainda, acrescento eu, de forma empática, pois na maior parte das vezes a situação já é em si de fragilidade continuada. O poder de quem trata e cura não pode nunca ser sinónimo de endeusamento e de distanciamento. A bata branca não nos pode deixar submissos.

Costumo dizer que só escrevo sobre o que de alguma forma me toca, de outro modo não me envolvo por inteiro. A Carla não teve uma resposta pronta para o problema que enfrentava, o meu pai não teve direito a cuidados paliativos, a Joana teve de pedir esclarecimentos que lhe eram devidos acerca da doença da sua mãe. É grotesco ficar sem alternativas no que à saúde diz respeito. Sem ela nada mais tem verdadeira expressão.

Se calhar quando assumo que não dou a devida atenção a certos assuntos, talvez esteja na verdade a priorizar a minha disponibilidade mental para o que de facto me preenche e importa (ou então estou só a tentar justificar as minhas imperfeições).

Tópicos: Cláudia Camponezopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Aquisição de prédio rústico permite aumento da zona industrial Manuel da Mota

Aquisição de prédio rústico permite aumento da zona industrial Manuel da Mota

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?