PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Premières solitudes

Patrícia António, psicóloga e psicoterapeuta Patrícia António, psicóloga e psicoterapeuta
26/07/18 12:07
em Opinião
Premières solitudes
Share on FacebookShare on Twitter
Patrícia António, psicóloga e psicoterapeuta

Premières Solitudes é o título do recente documentário de Claire Simon, que fui ver na edição deste ano do 15.º Festival Internacional de Cinema INDIELISBOA.

Foi numa sessão para escolas, rodeada de adolescentes curiosos, de cabelos coloridos, borbulhas na cara e muita irreverência.

Em cada rosto, manifestações muito próprias do seu adolescer.

No filme, um grupo de seis adolescentes conversam entre si sobre o olhar atento da câmara de Claire. Estão no 11.º ano e frequentam a disciplina de cinema num liceu nos arredores de Paris, onde se conheceram pela primeira vez. Mas também poderia ser num liceu português nos arredores de Lisboa, do Porto, de Coimbra ou até mesmo em Leiria.

A adolescência é uma etapa complexa do nosso ciclo de vida. Sabemos disso. Primeiro por experiência própria, porque também fomos um dia, lá atrás, adolescentes e é importante não nos esquecermos disso.

Depois, na relação com os nossos filhos, sobrinhos, jovens. Também na observação diária da nossa sociedade e na sensação de que esta dificulta mais do que devia a exigente tarefa de crescer.

Talvez por isso, a adolescência capta o [LER_MAIS]  interesse de tantos outros realizadores como a Sofia Copolla, o Gus Van Sant, o Larry Clark, entre outros. E eu, através das suas lentes, tenho a oportunidade de aprender mais de como ser e estar na relação com os nossos jovens.

Isto porque, como sempre nos disse António Coimbra de Matos com o seu olhar de entusiasmo, a adolescência é “um tempo da existência em que tudo pode ser perdido (o período do desencadeamento das grandes perturbações da personalidade) e quase tudo pode ser ganho (o período em que a correcta intervenção terapêutica mais rápida e eficientemente encaminha para a evolução sadia) e em que tudo ainda é remediável”.

No filme, em conjuntos de dois ou três, os rapazes e as raparigas falam espontaneamente sobre as suas vidas, dos pais presentes e ausentes, da solidão, das idas ao psicólogo, mas também das suas memórias, dos países de origem, das paixões, dos anseios e dos sonhos para o futuro.

E é aqui que surge no seu discurso sobretudo o medo do futuro. Um dos protagonistas refere: “Para mim o futuro é assustador, tenho medo, ainda não me consigo projectar no futuro” (sic). Na sala, um silêncio partilhado nos rostos atentos ao ecrã.

Eu própria me questionei e inquietei. Sabemos que na transição da infância à vida adulta, rompe-se um equilíbrio antigo supervisionado pelos pais e geram-se conflitos relacionados, por um lado, com a capacidade do jovem assumir a mudança e, por outro, com tolerância com que o meio externo aceita as mudanças que o jovem se prepara para fazer.

Se o adolescente se sente ligado aos seus pais por vínculos seguros em que predomina o amor e a aceitação, também progride mais em autonomia e na construção da sua identidade.

Contrariamente, quanto mais inseguro, mais dependente é do exterior, do olhar do outro, em detrimento das suas capacidades psíquicas internas. E assim espreita mais o medo do que o entusiasmo.

Porque na passagem para a idade adulta e, citando as palavras de Xavier Pommereau, “quando o adolescente se sente mal… é preciso saber ouvi-lo, compreendê-lo, amá-lo!" 

*Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta

Tópicos: opiniãopatrícia antónio

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
“Governo vai proibir as estatísticas de incêndio”

“Governo vai proibir as estatísticas de incêndio”

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

EST nomeada para dois grandes prémios

Presidente da Junta dos Milagres (Leiria): “Ser autarca de proximidade é estar presente, ouvir e procurar respostas”

Lentriscas em Castelo | Mesa 15: uma diferença essencial

Palavra de Honra | Preocupa-me que se torne mais importante ganhar uma discussão do que compreender um problema

Detida por exigir dinheiro ao ex-marido com violência

MAIS VISTOS

EST nomeada para dois grandes prémios

EST nomeada para dois grandes prémios

Setembro 13, 2026
Presidente da Junta dos Milagres (Leiria): “Ser autarca de proximidade é estar presente, ouvir e procurar respostas”

Presidente da Junta dos Milagres (Leiria): “Ser autarca de proximidade é estar presente, ouvir e procurar respostas”

Setembro 13, 2026
Lentriscas em Castelo | Mesa 15: uma diferença essencial

Lentriscas em Castelo | Mesa 15: uma diferença essencial

Setembro 13, 2026
Palavra de Honra | Preocupa-me que se torne mais importante ganhar uma discussão do que compreender um problema

Palavra de Honra | Preocupa-me que se torne mais importante ganhar uma discussão do que compreender um problema

Setembro 13, 2026
Detida por exigir dinheiro ao ex-marido com violência

Detida por exigir dinheiro ao ex-marido com violência

Setembro 13, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?