PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Quem somos

Entrar no Japão é aceitar o convite para abandonar as fundações da cultura ocidental de partida e acolher tudo aquilo que um outro chão pode oferecer

Helena Rafael, assessora de imprensa Helena Rafael, assessora de imprensa
18 de Setembro de 2025
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Helena Rafael, assessora de imprensa
Helena Rafael, assessora de imprensa18 de Setembro de 2025

«O coração viajante não se enraíza 
antes quer ser 
braseira ambulante.»  O Eremita Viajante, Matsuo Bashō

Talvez tenha sido a leitura de um haiku do poeta Matsuo Bashō que tenha estado na origem da minha paixão pelo Japão. A contensão, a síntese e a subtileza, o infinito no detalhe num poema com apenas dezassete sílabas, desencadeou um fascínio por uma cultura que não cessou de aumentar com os anos.

Um encantamento que se foi adensando com a leitura de autores como Yasunari Kawabata ou Kenzaburo Oe, com a descoberta das gravuras de  Katsushika Hokusai e Utagawa Hiroshige, com os filmes de Ozu, Kurosawa e Hayao Miyazaki, com os padrões dos panos usados no furoshiki (técnica japonesa milenar de embrulhar com tecido) e com a delicadeza dos papéis nesse diálogo íntimo que estabelecem com a caligrafia e as mãos, a luz e as sombras.

Os caminhos do chá, da meditação zen, do ikebana, as texturas, sabores e formas de uma gastronomia onde estética e paladar se fundem transportando toda uma civilização nas pequenas parcelas que cabem nos hashis.  

2025 foi o meu ano japonês e será seguramente também a data que marcará um antes e um depois no entendimento do que pode ser a interpelação pessoal e cultural motivada por uma viagem. 

Entrar no Japão é aceitar o convite para abandonar as fundações da cultura ocidental de partida e acolher tudo aquilo que um outro chão pode oferecer. O convite é sedutor mas igualmente inquietante, não só pelo contraste com aquilo que nos define como comunidade mas também pelo questionamento que propõe àquilo que entendemos como indivíduo e grupo. 

Tudo funciona exemplarmente nas mais populosas cidades japonesas, desde a complexa rede de transportes, à circulação nas grandes avenidas, ao abastecimento correcto das grandes cadeias comerciais, às ordeiras filas de entrada nos templos. Não há lixo nas ruas e o silêncio chega a ser excêntrico quando comparado com a quantidade de pessoas que circula diariamente em cidades como Tóquio. O infinito no detalhe como nos haikus de Bashō. A metrópole moderna e eficaz para a qual contribui cada um dos seus habitantes. 

Ora é de novo aqui que o Japão surpreende pois toda esta frenética contemporaneidade, marcada pela tecnologia e pela sofisticação e até por alguma excentricidade, coabita com uma civilizada antiguidade e com a mais cerimoniosa cordialidade. É difícil não fazer vénias no Japão porque é igualmente difícil não ficar grato a todo e a qualquer um pela sua nobre tarefa, seja ela manter o canteiro do Templo Dourado em Kyoto sem a semente do dente-de-leão que o vento mudou de lugar, ou o polícia que indica o caminho certo a um estrangeiro num irrepreensível japonês como se ele dominasse o idioma de forma exímia.

Como na proposta da meditação zen, um chamamento constante que percorre a presença silenciosa dos templos budistas e dos jardins de pedra por entre os arranha-céus das cidades japonesas, abrirmo-nos ao Japão, é, talvez, ou foi para mim, esse inesperado encontro com a mente de um principiante que se questiona, observando-se num espelho desconhecido, procurando saber quem realmente é.

Não encontro melhor forma de perpetuar um destino de férias na memória. Nem mesmo de acrescentar uma nova dimensão ao olhar que dedicamos ao mundo e a nós próprios. 

Tópicos: aberturaasiáticoculturadimensãofériasHelena Rafaelintelectualjapãojornal de leiriaLeirialivrolivrosmentemudançaopinião
PartilharTweet

Mais informação

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Próxima publicação
Construção é um dos sectores onde se revela menor desigualdade salarial

Leiria é dos distritos do País com maior desigualdade salarial

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

MAIS VISTOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?