Volvido mais de um mês desde que a intempérie devastou a região, são muitos aqueles que, tendo estragos nos seus bens, e apesar de terem reportado os danos às suas seguradoras, continuam sem respostas. Rodrigo Crespo, gestor de condomínio, diz que são vários os casos que tem entre mãos, de pessoas que comunicaram às seguradoras os estragos nas suas habitações, e que continuam a desesperar por respostas. Num dos casos, relata, na Praia da Vieira, a cobertura do prédio ficou destruída, com vidros e estruturas metálicas partidas, chaminés caídas, portas e portões irrecuperáveis.
“Informei sobre o sinistro a 31 de Janeiro, na agência de Leiria. Depois, disseram que iam actualizar o processo com indicação de urgência, mas não passou disso”, conta. “Estou à espera que venha a peritagem para fazer o levantamento dos danos com a construtora. Acho que é melhor para o segurado enviar o orçamento de acordo com a realidade observada no local pelo perito”, acredita Rodrigo. Pelos seus cálculos, os prejuízos neste condomínio rondam os 50 mil euros. Mas não é o montante dos estragos que está a atrasar os processos, entende o gestor, atendendo aos vários casos que acompanha, que envolvem diferentes valores e diferentes companhias.
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