É com imensa alegria que Deolinda Rosa, acérrima defensora da inclusão das famílias ciganas na Marinha Grande, assiste ao desenvolvimento de um projecto-piloto, promovido pelo município, que visa “uma integração responsável, digna e sustentável” destas pessoas no concelho.
Educadora aposentada, Deolinda abraçou esta causa quando ainda estava no activo, “há cerca de 20 anos”, recorda. “Era Janeiro, fazia muito frio, e vi uma mulher com dois filhos descalços. Fui saber onde moravam e estavam na Ivima”, lembra Deolinda. Nas instalações degradadas da extinta fábrica de vidros, a educadora encontrou aquela e mais três famílias de etnia cigana, “com 25 crianças de caras enfarruscadas”, que partilhavam abrigo com toxicodependentes, que se juntavam noutra ponta do edifício.
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