É uma das vozes mais conhecidas do relato desportivo. O que o fascinou na rádio?
A rádio é a minha história e a minha vida. São 37 anos de pura paixão. Faço hoje um relato de futebol com a mesma paixão de quando fiz a minha primeira narração e de quando comecei a fazer rádio. Comecei na era das rádios piratas em Santarém, onde me deram a oportunidade para fazer um programa de discos pedidos na Rádio Piranha. Fazia rádio em condições difíceis, numas águas-furtadas. Fui para a RDP Santarém, depois para a RDP Centro, estive seis meses na Rádio Comercial até chegar à Antena 1. Sempre sonhei em ser narrador desportivo. A rádio fez sempre parte do meu imaginário. Logo aos 6,7 anos já fazia os meus relatos em frente ao espelho, com os cromos da bola no corredor de casa. Jovem sem sonho é jovem sem futuro, e eu era um jovem cheio de sonhos. Estou muito feliz pela carreira que tenho.
Narrar um jogo é inato ou treina-se?
Acho que é um dom. Ao longo dos anos tudo é feito com muito trabalho, foco e dedicação, mas também com treino. Hoje sou uma pessoa muito mais experiente: coloco melhor a voz, respiro melhor, consigo gerir melhor os meus tempos durante o jogo. Nem todos nascem para fazer relatos. Estou sempre a tentar melhorar de dia para dia. Quando fazia os primeiros relatos, colocava muito a voz. Hoje sou uma pessoa completamente natural.
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