PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

Paulo Kellerman, escritor: “este é o meu livro mais incisivo, mais duro e mais doloroso”

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
04/11/16 12:11
em Viver
Paulo Kellerman, escritor: “este é o meu livro mais incisivo, mais duro e mais doloroso”
Share on FacebookShare on Twitter

Serviços Mínimos de Felicidade é o seu novo livro, que será apresentado na Arquivo Livraria, no dia 12 de Novembro. Depois dos contos e da mini-ficção, dá, finalmente, o salto para o romance. Foi para marcar as duas décadas de actividade literária?
Havia a ideia de marcar este aniversário… de a assinalar de alguma forma e a melhor maneira seria com um livro novo. Há já algum tempo que tinha a ideia de fazer algo com a Arquivo Livraria, que é um sítio especial para mim, e esta vai ser uma edição Arquivo. Já há algum tempo que falava com a Alexandra Vieira, a proprietária da livraria, para fazermos alguma coisa. Numa conversa com ela acerca dos 20 anos, ela disse: 'gostávamos de nos associar a isso'. A primeira ideia era fazer um novo livro de contos. Cheguei a equacionar a publicação de uma antologia, onde cada um dos contos tinha sido escrito em cada um dos anos, a começar em 1996. Isso permitiria aos leitores perceberam a minha evolução. Por fim, lembrei-me do romance. É algo que nunca tinha feito, seria sair da zona de conforto e correr riscos. Já tinha pré-escrito um projecto antigo, de 2012, que tinha, entretanto, abandonado.

Estava guardado na "gaveta do Paulo".
Sim, estava. Não na Gaveta do Paulo virtual, que é o meu blogue, mas numa gaveta fechada e secreta. Na época, dediquei- me bastante, mas depois abandonei-o. Porém, de repente, apeteceu-me pegar naquela coisa nova, sair da zona de segurança e não estar a repetir fórmulas. Apresentei a proposta à Alexandra e ela gostou. O que fiz foi pegar no que tinha escrito, cortar muito, reescrever bastante, acrescentar mais algumas coisas e publicar. Agora estou fora da zona de conforto e segurança e pronto para tudo.

Como se sente agora sem linha de segurança?
É um regresso ao início. Tem piada acontecer no momento em que se assinalam 20 anos de escrita. Foi em Abril de 1996 que publiquei a primeira crónica no Diário de Leiria. E isso foi também um salto, porque nunca tinha publicado um único texto. Por opção, sempre privilegiei a narrativa breve, experimentei tudo o que havia a experimentar nessa dimensão. Paralelamente, sempre me interessou testar outras coisas fora da área e foi por isso que escrevi peças, canções, argumentos para curtas e teatro. Só não tinha escrito poesia e romance. Se calhar, estava a precisar de um pretexto qualquer. O novo grupo de teatro A Veia, de Sandrine Cordeiro, João Costa e Idalécio Francisco, ficou encarregado de fazer uma performance, a partir do meu texto, no dia da apresentação, na Arquivo Livraria. Não sei nada do que prepararam, só sei que é preciso trazer auscultadores de telemóvel. Mais uma vez, é uma oportunidade de juntar outras artes à literatura e não fazer as coisas de forma convencional. Vai ser também a estreia oficial deles.

Pode contar-nos um pouco do enredo do romance?
A minha escrita nunca foi fácil, sempre foi desafiante e desassossegada. Pretende questionar e causar um desconforto que, depois, tenha uma consequência em quem lê. Nesse aspecto, este é o meu livro mais incisivo, mais duro e mais doloroso. Doloroso na escrita e na leitura. Quando conto o que ele contém e pretende, as pessoas dizem- -me: "gosto de ti, mas não irei ler". Quem já leu coisas escritas por mim, já sabe ao que vai. O livro retrata pouco mais de um dia na vida de uma mãe que está na iminência de perder a filha adolescente. É a sua perspectiva, pensamentos, fantasias, medos, raivas, enquanto está no hospital, à espera da oficialização da morte da jovem. A perda de um filho é das coisas mais difíceis de encarar. Por que razão alguém há-de querer ler sobre isto? Por que razão uma mãe há-de querer ler sobre uma mulher que está a perder a filha? Não é uma leitura que distraia ou seja de praia. Mas, as coisas que nos agitam e tentamos manter cá dentro, é o que tenho para oferecer e me interessa explorar, enquanto escritor.

Perfil
Da mini-narrativa ao romance

Paulo Kellerman nasceu em Leiria em 1974 e começou o seu percurso como homem das letras publicando em edições de autor limitadas e colaborando na imprensa regional e nacional. Escreveu para o DN Jovem, editou um primeiro livro, de micro- -narrativas, em 2001, e tem-se dedicado à narrativa breve e ao conto. Recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores, em 2005. Tem colaborado nas mais diversas artes, da música ao teatro e mesmo escrito para cinema. Costuma dizer que não se lembra do que escreveu. O seu processo de escrita passa por esvaziar a mente de tudo o que escreveu e começar novamente. “Tenho um período antes da escrita, onde escrevo as coisas mentalmente.” Mas adora quando a escrita ganha vida e o surpreende e ganha novas dimensões, nova vida e seguem caminhos inusitados. “Quando acabo de escrever, há uma necessidade a que obedeço tranquilamente, de esquecer e afasto-me.” No dia 12, apresenta o primeiro romance.

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo.

Tópicos: entrevistanovo livroPaulo Kellerman

RELACIONADOS

Filipe Sales: “Queremos relançar e reafirmar Peniche como capital da onda”
Entrevista

Filipe Sales: “Queremos relançar e reafirmar Peniche como capital da onda”

Setembro 10, 2026
Fotografar Palavras: O projecto que nunca mais acaba (porque o mundo também não)
Viver

Fotografar Palavras: O projecto que nunca mais acaba (porque o mundo também não)

Setembro 3, 2026
Sandra Diniz: “Associações zoófilas não têm apoio das autarquias como ranchos, touradas e futebol”
Entrevista

Sandra Diniz: “Associações zoófilas não têm apoio das autarquias como ranchos, touradas e futebol”

Setembro 3, 2026
Próxima publicação
O divórcio do século XXI

O divórcio do século XXI

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?