Que características definem o novo presidente da Câmara da Nazaré?
Eu sou uma pessoa de trabalho. Gosto de fazer as coisas acontecer. Como tal, esta passagem para a função pública, para o sector do Estado, não tem sido fácil para mim. Na medida em que todos os processos, procedimentos, toda a política da coisa pública cria muitas entropias. E eu não estou habituado a isso. Nesta fase inicial, tem sido um pouco como uma pista de obstáculos, onde temos que andar constantemente a transpô-los. Mas sempre com muita resiliência e com muita vontade, ultrapassando então estes obstáculos de forma a fazer as coisas acontecer.
Era este o município que esperava encontrar quando venceu as autárquicas?
Eu suspeitava que alguma coisa estivesse mal. Mas confesso que o encontrei pior do que pensava. Um dos primeiros trabalhos que nós fizemos, agora nesta fase inicial, que eu achava que era fundamental, foi uma reestruturação interna de serviços. Foi isso que fizemos durante estes primeiros meses e terminámos agora. Porque eu gosto sempre de arrumar a casa primeiro, para depois [LER_MAIS]poder partir para fora. Em termos de tudo o que eram os serviços internos da câmara, eu pensava que estavam muito mais bem estruturados. E não estavam. Tivemos um trabalho suplementar bastante grande. Mas, por outro lado, também é aquilo que eu gosto de fazer, que é reestruturar equipas, motivar, criar objectivos. E isso tem sido bastante bom para a equipa que está comigo.
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