De um total de 103 alunos acompanhados ao longo do ano, 89 transitaram de ano, correspondendo a uma taxa de sucesso de 86,4%, anunciou a InPulsar – Associação para o Desenvolvimento Comunitário, que gere Redes na Escola: Dá o Salto!, que tem o Município de Leiria como investidor social.
Entre Julho e Setembro de 2025, o projecto recebeu 210 sinalizações provenientes das escolas dos agrupamentos e escolas não agrupadas do concelho de Leiria.
Após um processo de triagem e diagnóstico, realizado em articulação com os Serviços de Psicologia e Orientação, 103 alunos avançaram para intervenção. A maioria dos alunos acompanhados frequentava o 3.º ciclo (62 alunos), seguindo-se o 2.º ciclo (32 alunos) e o ensino secundário (9 alunos).
Emanuel Pestana, coordenador do Redes na Escola, explica que a selecção dos alunos assenta, sobretudo, numa “trajectória de insucesso escolar”, que pode estar ligada ao “absentismo, assiduidade e pontualidade, problemas de comportamento e o menor envolvimento parental”.
Segundo adianta, o trabalho desenvolvido estava a “correr muito bem” no primeiro semestre, mas a transição para o segundo semestre coincidiu com a tempestade Kristin, a 28 de Janeiro, o que levou a equipa a desenvolver “um trabalho junto das famílias, para perceber como é que estavam e que tipo de apoio de primeira linha precisavam”.
O Muncípio de Leiria desafiou a associação a dinamizar o programa Abraços que Cuidam, no âmbito da iniciativa Reerguer Leiria.
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Esta acção abrangeu 837 alunos, com vista a apoiar na gestão emocional do impacto da tempestade. E se houve alunos que mostraram “pena por não ter sido numa altura que os impedisse de ir à escola mais tempo”, para outros o impacto foi maior, com a questão dos danos nas casas e “do ouvir o vento e ficar assustado”.
O projeto desenvolveu ainda um trabalho de capacitação junto da comunidade escolar, com sessões de formação dirigidas a assistentes operacionais de 10 escolas do concelho, de acordo com as necessidades específicas de cada estabelecimento de ensino, num total de 185 participantes. “Trabalhámos temas como a questão do bem-estar e da comunicação interpessoal e assertiva, porque os assistentes operacionais acabam por estar muito tempo com os alunos. São as primeiras pessoas a receberem os alunos e as últimas a dizerem-lhes adeus. Por isso, quanto mais capacitados estiverem, melhor”, afirma.
Para este ano está previsto avançar com dois programas dentro da Redes na Escola. “Um será uma metodologia participativa que se chama PhotoVoice, na qual vamos trabalhar a importância da escola. O lema é a minha escola, valorizar, transformar e imaginar. Pretendemos chamar os alunos a serem os catalisadores da mudança, se entenderem que ela é necessária”, revela Emanuel Pestana. O projecto, acrescenta, passa por levar os alunos a reflectirem sobre algo através da fotografia.
Já o Trampolim aposta nas “competências pessoais para a aprendizagem, mais dirigido aos 7.º e 8.º anos, cujo objectivo principal é promover o envolvimento e a autorregulação na aprendizagem”.
Segundo Emanuel Pestana, este programa irá abordar o autoconhecimento, a organização do planeamento, da autoregulação emocional, garantindo uma maior capacidade de decisão, de gestão das próprias emoções e do pensamento associado à aprendizagem, ou seja, promover uma maior autonomia por parte dos alunos.









